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“Vozes Plurais” – Puçanga
5 de Março 2022às 16:00
Gratuito
Partindo dos seus longos percursos de intensa militância anti-fascista, iremos estar à conversa sobre que lugar pode ocupar a voz em contextos de repressão. Falaremos da realidade da ditadura, salientado a actividade política de cada um, bem como a experiência da prisão e repressão. Os/as convidados/as vão partilhar que estratégias de comunicação utilizaram para resistir numa realidade de constante silenciamento e perseguição política.
Vamos fazer perguntas! Como se faz da voz uma ferramenta de resistência? Que vozes estão em falta? Que vozes não podemos esquecer? Que maneiras existem para construir uma memória e um futuro justos?
Este encontro será gravado (o áudio) para fazer parte de um arquivo-museu do projecto Vozes Itinerantes e possivelmente trabalhado sonoramente no próximo EP de Puçanga, a ser produzido neste momento ao abrigo de uma das Bolsas de Criação OUT.RA em 2021.
O nome Vozes Plurais é inspirado na escrita da Adriana Cavarero sobre a singularidade da voz.
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// Helena Pato //
1939. É uma professora de matemática, militante antifascista e sindicalista portuguesa. Helena foi professora de matemática durante 36 anos e fundadora e dirigente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa. Foi presa política durante o Estado Novo e uma das fundadoras do Movimento Democrático de Mulheres. Foi dirigente do movimento cívico Não Apaguem A Memória, criado em 2006 como protesto contra a transformação da antiga sede da PIDE num condomínio de luxo. Em 2013 criou a página Antifascistas da Resistência, que junta mais de 400 biografias de pessoas que resistiram à ditadura.
// Álvaro Monteiro //
1942. Entre 1958 e 1962, trabalhou como operário nas oficinas de manutenção da CP no Barreiro e depois foi bancário em Lisboa, durante quatro meses. Entre 1967 e 1990, foi chefe de serviço e director técnico em empresas do sector têxtil, metalomecânico e químico, professor de Matemática do ensino secundário (1988-2001) e, desde 1989, consultor e formador de gestão e organização industrial e de higiene e segurança no trabalho. Após o 25 de Abril, entre 1974 e 1975, foi membro da comissão administrativa da Câmara Municipal do Barreiro, participou na criação do partido MDP-CDE, parte da sua comissão central e secretariado e deputado à Assembleia Constituinte. Em 1975, foi eleito, nas listas da FEPU, deputado à Assembleia Municipal do Barreiro, sendo reeleito, pela APU e pela CDU, em 1979, 1982 e 1985. Desempenhou, desde 1958, cargos em associações como o Grupo Desportivo Operário «Os Vermelhos», a Associação Académica do Barreiro, quarta filial da Associação Académica de Coimbra, o Cineclube do Barreiro e a Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense «Os Penicheiros».