{"id":2387,"date":"2019-05-10T13:41:58","date_gmt":"2019-05-10T12:41:58","guid":{"rendered":"https:\/\/old.outra.pt\/?p=2387"},"modified":"2019-06-04T19:29:58","modified_gmt":"2019-06-04T18:29:58","slug":"entrevista-a-ricardo-martins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2019\/05\/entrevista-a-ricardo-martins\/","title":{"rendered":"Entrevista a Ricardo Martins"},"content":{"rendered":"<p>Tivemos a oportunidade de falar com o Ricardo Martins antes do seu concerto na ADAO no passado dia 9 de Fevereiro de 2019 sobre o seu primeiro trabalho a solo, &#8220;Furac\u00e3o&#8221;, bem como o seu percurso passado e futuro na m\u00fasica Portuguesa e internacional.<\/p>\n<p><em>(foto cortesia da <a href=\"http:\/\/v-miopia.blogspot.com\/2019\/02\/ricardo-martins-e-bear-bones-lay-low-na.html\">Vera Marmelo<\/a>)<\/em><\/p>\n<p><strong>O \u201cFurac\u00e3o\u201d \u00e9 a tua estreia a solo, e as m\u00fasicas que o integram foram lan\u00e7adas uma a uma ao longo de um ano na editora londrina Jeff. Como foi este processo, e o que te levou a esta aventura depois de tantos anos de m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade isto come\u00e7ou em 2014, a partir de umas experi\u00eancias que viviam muito de improvisa\u00e7\u00e3o e que curiosamente come\u00e7aram aqui no Barreiro, num concerto que dei por c\u00e1 (nota do editor: no OUT.FEST 2019). Depois ficou-me assim o bichinho de fazer alguma coisa a solo, mas com tantas bandas e tanta coisa a acontecer foi dif\u00edcil concretizar. Quando voltei de Barcelona (onde vivi uns anos) comecei a tocar outra vez com malta de c\u00e1, estava sempre a fazer musica e queria sempre a produzir, e \u00e0s vezes o pessoal n\u00e3o conseguia ter a mesma disponibilidade de tempo, por isso eu dava por mim e ficava muitas horas no est\u00fadio sem estar a partilhar esse momento de fazer m\u00fasica com outra pessoa, que \u00e9 mais ou menos o que eu fa\u00e7o, mais do que tocar &#8211; nunca tive muito aquela onda de ir tocar sozinho e praticar, preferia ensaiar com pessoal todas as semanas. E ent\u00e3o comecei a pensar em fazer uma coisa a solo, mas ao mesmo tempo tinha a certeza que n\u00e3o conseguia ter a disciplina para fazer um disco &#8211; acho que ainda estaria a acaba-lo agora se n\u00e3o tivesse arranjado essa forma de me \u201cenganar\u201d: fiz uma m\u00fasica por m\u00eas, lancei-as, e no final do ano tinha um 12 polegadas \u2013 foi mais ou menos isso o que aconteceu. O disco depois demorou um bocadinho mais a sair, mas foi por a\u00ed. E acabei por descobrir outras coisas nesta l\u00f3gica de m\u00fasica a solo de que gosto e que at\u00e9 se calhar me mostrou que eu consigo fazer coisas a solo com uma disciplina que eu pensava que n\u00e3o era capaz de ter.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que surgiu essa tua liga\u00e7\u00e3o com a Jeff?<\/strong><\/p>\n<p>O pessoal da Jeff \u00e9 pessoal amigo, eles tinham este projecto e eu toquei nalguns concertos que eles organizavam em Londres, e quando surgiu esta ideia eles curtiram e quiseram estar envolvidos &#8211; n\u00e3o s\u00f3 com a edi\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m com os textos que vinham com as m\u00fasicas todos os meses. Ganh\u00e1mos ali equipa tamb\u00e9m, que era o que eu tamb\u00e9m queria, n\u00e3o me sentir isolado &#8211; apesar de ser uma cena a solo queria trabalhar sempre com outras pessoas.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 levas uns bons 15 anos a fazer m\u00fasica de forma p\u00fablica em Portugal \u2013 pensavas h\u00e1 15 anos estar neste ponto? Imaginavas um panorama a n\u00edvel nacional diferente do que agora temos?<\/strong><\/p>\n<p>P\u00e1, eu acho que n\u00e3o imaginava nada&#8230; (risos) Para mim era um bocado aquela altura em que tu queres fazer m\u00fasica, queres aprender, queres fazer mais, uma coisa que sempre me aconteceu for nunca estar contente com nada, e querer fazer mais bandas diferentes, explorar novas linguagens&#8230; Foi um bocadinho isso, n\u00e3o havia objectivo nenhum, mas sabia que da forma que estava a sentir m\u00fasica na altura que n\u00e3o iria conseguir deixar de fazer m\u00fasica para fazer outra coisa qualquer. Mas tamb\u00e9m sempre achei que ia ter um bocadinho a l\u00f3gica de ter dois planos paralelos a funcionar, porque tamb\u00e9m sinto ao mesmo tempo que n\u00e3o consigo fazer s\u00f3 m\u00fasica, entro demasiado na minha cabe\u00e7a&#8230;. mas descobri tamb\u00e9m o design gr\u00e1fico, fazer coisas com imagem, e acho que assim tenho duas coisas que v\u00e3o equilibrando a balan\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Fazes ou fizeste parte de muitos e grandes nomes da m\u00fasica Portuguesa: Lobster, Adorno, I Had Plans, Cangarra, Jib\u00f3ia, Pop Dell&#8217;Arte, Papaya, Bruxas \/ Cobras&#8230; Ao longo desse teu percurso, que momentos te marcaram particularmente (concertos, grava\u00e7\u00f5es, momentos na estrada, etc)?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 montes de momentos \u2013 acima de tudo s\u00f3 fa\u00e7o m\u00fasica com pessoal de quem eu gosto, amigos, ou pessoal cujo trabalho admiro e os quais desafio para fazer qualquer coisa \u2013 come\u00e7a tudo por a\u00ed. As tours marcaram-me muito e acho que me ensinaram muita coisa, havia uma altura que faz\u00edamos duas, tr\u00eas por ano, e isso foi um ritmo brutal&#8230; mas \u00e9 dif\u00edcil particularizar um momento ou uma fase&#8230;acho que o in\u00edcio em qualquer projecto \u00e9 super bonito porque est\u00e1s a come\u00e7ar e a descobrir coisas, tens aquela inoc\u00eancia, fazes montes de coisas mal&#8230;\u00e0s vezes tenho saudade de fazer aquelas coisas mal, de estar \u00e0 procura e ver que n\u00e3o \u00e9 por ali, tudo isso.<\/p>\n<p><strong>O que se segue para ti, musicalmente falando? Tencionas fazer mais m\u00fasica a solo no futuro pr\u00f3ximo?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 um sete polegadas a sair agora, para a\u00ed em Maio, e a l\u00f3gica \u00e9 ser o oposto do Furac\u00e3o: o Furac\u00e3o era bateria e ideofones, n\u00e3o usava tudo aquilo que estou a usar agora \u2013 pitch shifters, delays, modulares, synths&#8230; agora tenho essa vontade de embarcar um bocadinho por a\u00ed. Isso \u00e9 o que vem agora &#8211; j\u00e1 est\u00e1 composto, s\u00f3 falta gravar. Tamb\u00e9m estou a escrever uma pe\u00e7a para oito baterias, que vai acontecer num festival em Junho. Trabalhar nessa l\u00f3gica de escrever para oito pessoas era uma coisa que eu tamb\u00e9m j\u00e1 queria fazer h\u00e1 muito tempo, e espero que venham mais projectos desses, que \u00e9 uma cena que me d\u00e1 muita pica. E queria fazer mais projectos a solo, experimentar coisas com que n\u00e3o estou muito confort\u00e1vel&#8230; acho que a l\u00f3gica de trabalhar a solo \u00e9 um bocado essa, para mim trabalhar a solo \u00e9 um p\u00e2nico, enquanto quando eu estou a tocar em banda sinto-me \u00e0 vontade, est\u00e1s l\u00e1 atr\u00e1s, est\u00e1s protegido de alguma forma. Tocar a solo n\u00e3o, \u00e9 um terror, nos dias anteriores n\u00e3o dormes&#8230;tenho o pacote completo. Mas por outro lado, depois quando as coisas acabam sentes que ultrapassaste alguma coisa ou conquistaste algo que \u00e9 s\u00f3 teu, e embora eu nunca queira deixar de tocar em banda, tenho essa vontade de fazer mais coisas e coisas diferentes. Eu estava a falar com um amigo meu com quem toquei em Barcelona e ele disse-me uma coisa que eu acho que \u00e9 assim uma caricatura, mas que \u00e9: pior que tocar a solo e ensaiar a solo, s\u00f3 tocar com gente e ensaiar com gente, e embora eu n\u00e3o ponha as coisas nessa l\u00f3gica sinto que embora tocar com gente seja assim um monstro, porque tens montes de coisas para perceber e aprender, \u00e9 uma partilha que exige de ti, tocar a solo \u00e9 um monstro diferente, \u00e9s mais tu na tua cabe\u00e7a. \u00c9 uma luta fixe, \u00e9 uma luta na mesma.<\/p>\n<p><strong>Falaste da utiliza\u00e7\u00e3o de sintetizadores no teu pr\u00f3ximo disco \u2013 como \u00e9 que os integras as eles e outras fontes sonoras no teu trabalho como baterista?<\/strong><\/p>\n<p>Eu estou sempre a tocar bateria, posso \u00e9 tocar outras coisas ao mesmo tempo. Isto come\u00e7ou muito por usar uma SP404, um sampler que eu usava para entrar num mundo sonoro diferente enquanto tocava, soltar um sub-grave interessante, ou o que fosse, e isso tamb\u00e9m fez-me pensar doutra forma, fez-me tocar mais e experimentar com teclas. Acho que est\u00e1 mesmo na altura de tentar fazer isso mais e mais, e os concertos a solo tamb\u00e9m servem para isso, para experimentar coisas, acaba por ser um laborat\u00f3rio. Estou mais interessado em passar por essa experi\u00eancia do que propriamente entregar uma coisa super polida e acabadinha. Tenho tido essa vontade de explorar, e h\u00e1 uma coisa que conv\u00e9m referir \u2013 eu comecei a fazer m\u00fasica para teatro h\u00e1 dois, tr\u00eas anos, e primeiro come\u00e7ava muito pela bateria, mas depois a certa altura comecei a produzir m\u00fasica gravada que depois era disparada, e essa j\u00e1 tem muitos sintetizadores, e arranjos para outros instrumentos que n\u00e3o a bateria, e por isso estava muito na onda de explorar isso na minha m\u00fasica a solo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tivemos a oportunidade de falar com o Ricardo Martins antes do seu concerto na ADAO no passado dia 9 de Fevereiro de 2019 sobre o seu primeiro trabalho a solo, &#8220;Furac\u00e3o&#8221;, bem como o seu percurso passado e futuro na m\u00fasica Portuguesa e internacional. 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