{"id":3052,"date":"2021-11-30T12:00:11","date_gmt":"2021-11-30T11:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/old.outra.pt\/?p=3052"},"modified":"2021-11-30T12:09:25","modified_gmt":"2021-11-30T11:09:25","slug":"entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/","title":{"rendered":"Entrevista a Sarnadas (OUT.FEST 2021 (II))"},"content":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Sarnadas, tcp Coelho Radioactivo, foi o respons\u00e1vel pela abertura do \u00faltimo dia do segundo momento do OUT.FEST 2021, com a apresenta\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia de escuta profunda de m\u00fasica intimamente ligada \u00e0 do seu trabalho de estreia em nome pr\u00f3prio, dois discos duplos de seu nome &#8220;The Hum&#8221;. Na SDUB &#8220;Os Franceses&#8221; pudemos ouvir duas horas de improviso electr\u00f3nico rico em harmonias e texturas nas condi\u00e7\u00f5es perfeitas para tal: deitados, de olhos fechados, a absorver o som.<\/p>\n<p>Tivemos tamb\u00e9m a oportunidade de falar com o artista antes e depois do concerto, e \u00e9 o resultado compilado dessas entrevistas que vos apresentamos abaixo.<\/p>\n<p><em>Entrevista por Tiago Franco. Fotos de <a href=\"https:\/\/nbernardo.tumblr.com\/\">Nuno Bernardo<\/a> e <a href=\"https:\/\/eyesofmadness-photography.blogspot.com\/\">Pedro Roque<\/a> (a preto e branco).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3056\" src=\"https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_7c4adf72d3783bf8bc275483acff42e3_d43912f7_1280-600x400.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_7c4adf72d3783bf8bc275483acff42e3_d43912f7_1280-600x400.jpg 600w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_7c4adf72d3783bf8bc275483acff42e3_d43912f7_1280-300x200.jpg 300w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_7c4adf72d3783bf8bc275483acff42e3_d43912f7_1280-768x512.jpg 768w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_7c4adf72d3783bf8bc275483acff42e3_d43912f7_1280-18x12.jpg 18w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_7c4adf72d3783bf8bc275483acff42e3_d43912f7_1280.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual foi o teu primeiro contacto com m\u00fasica de longa dura\u00e7\u00e3o minimal deste g\u00e9nero?<\/strong><\/p>\n<p>Ol\u00e1ol\u00e1. Sempre gostei muito de m\u00fasicas demoradas, n\u00e3o necessariamente em termos de dura\u00e7\u00e3o da m\u00fasica mas mais no que toca \u00e0 sua composi\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de sons mais cont\u00ednuos. Nem que seja pelo simples facto de muitas vezes haver algum drama associado a m\u00fasicas longas desse modo e esse drama ser algo com que eu me relaciono facilmente. Assim de repente os meus primeiros contactos com m\u00fasica de longa dura\u00e7\u00e3o minimal, diria que aconteceram com artistas n\u00e3o muito duracionais ou minimais, as primeiras m\u00fasicas que me lembro s\u00e3o a \u201cBack to Schinzo\u201d do Pascal Comelade e a \u201cStranger Intro\u201d do Bill Frisell (Introdu\u00e7\u00e3o para um disco da Marianne Faithfull) que eram m\u00fasicas que ouvia bastante quando era miudo. O Pascal \u00e9 um dos meus m\u00fasicos preferidos de sempre, e felizmente tem discos que cheguem para se ouvir sempre coisas novas, s\u00f3 h\u00e1 coisa de uns 5 anos \u00e9 que descobri os primeiros discos mais experimentais dele. A Stranger Intro \u00e9 um loop de 30 segundos que eu ouvia em repeat, e que decidi fazer uma vers\u00e3o para este disco, se bem que quando a fiz n\u00e3o sabia necessariamente que ia fazer parte de um disco, s\u00f3 a quis experimentar tocar para ouvir o que poderia ser uma vers\u00e3o com mais de 30 segundos, acabou por ser a D1 M Bombarda Transmission. A n\u00edvel de coisas mais intelectuais, acho que assim o primeiro m\u00fasico minimal de longa dura\u00e7\u00e3o em que colei foi o La Monte Young, depois possivelmente o concerto do Terry Riley com o Don Cherry em K\u00f6ln. Mas n\u00e3o sei se foram essas as minhas inspira\u00e7\u00f5es para fazer este disco, at\u00e9 porque a longa dura\u00e7\u00e3o foi mais um efeito da maneira como eu toco do que um ponto de partida, obviamente que s\u00e3o artistas de quem gosto portanto acabaram por influenciar as minhas melodias e o meu pensamento mas acho que a m\u00fasica acaba por ser um resultado de um n\u00famero de influencias muito mais abrangente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3057\" src=\"https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_10d55e2c0888ccdc0d16744963155946_50a26b4e_1280-600x398.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_10d55e2c0888ccdc0d16744963155946_50a26b4e_1280-600x398.jpg 600w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_10d55e2c0888ccdc0d16744963155946_50a26b4e_1280-300x199.jpg 300w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_10d55e2c0888ccdc0d16744963155946_50a26b4e_1280-768x509.jpg 768w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_10d55e2c0888ccdc0d16744963155946_50a26b4e_1280-18x12.jpg 18w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_10d55e2c0888ccdc0d16744963155946_50a26b4e_1280.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Podias falar um pouco sobre o equipamento que usaste neste \u00e1lbum? Foi constru\u00eddo pela In\u00eas Castanheira, que gere um workshop de sintetizadores DIY. Foi uma comiss\u00e3o ou foi-te entregue a ti com os 3 osciladores?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, o instrumento que utilizei neste \u00e1lbum, e que uso agora ao vivo, \u00e9 um sintetizador simples com 3 osciladores e 3 switches de on\/off feito pela In\u00eas Castanheira. Felizmente tenho a sorte de partilhar n\u00e3o s\u00f3 a minha vida como casa com a In\u00eas, o que faz com que tenha facilmente acesso \u00e0s cenas que ela constr\u00f3i, este em particular foi um dos primeiros que ela construiu, porque estava na altura a explorar o campo da constru\u00e7\u00e3o de sintetizadores, e \u00e9 assim simples precisamente por esse motivo. Come\u00e7\u00e1mos a usar este synth e outro num projecto que temos os dois chamado Well, e eventualmente comecei tamb\u00e9m a usa-lo em pe\u00e7as colectivas da Favela Discos como por exemplo a pe\u00e7a Desilus\u00e3o \u00d3ptica. Foi um bocado com esse background que fui desenvolvendo a abordagem ao material que tenho neste disco, \u00e0 base do uso deste sintetizador, da mesa de mistura, de loops e outros pedais de efeito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Gravaste o disco em 2 dias, o que resultou em 8 horas de grava\u00e7\u00f5es, em que demoraste 3 anos a reduzir a 2 discos de 2 horas cada. Que m\u00e9todos de condensa\u00e7\u00e3o usaste e que desafios encontraste no cutting room?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, na altura quando fiz essa sess\u00e3o de grava\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava j\u00e1 com ideia de fazer necessariamente um disco. Como disse em cima, simplesmente sentia que tinha chegado a uma maneira de tocar diferente do que fazia por exemplo com Coelho Radioactivo, e que queria gravar alguma coisa com essa \u201clinguagem\u201d. Na verdade sinto que o The Hum at\u00e9 acaba por ter algumas coisas de Coelho, creio que as melodias acabam por ter algo a ver com esse universo, assim como a utiliza\u00e7\u00e3o de loops que era uma coisa que fazia bastante ao vivo e quando tocava sozinho em casa. Na altura tinha ficado com a mesa do Nuno Loureiro em minha casa porque a tinha usado num concerto de Desilus\u00e3o \u00d3ptica e aproveitei para fazer esses dois dias de grava\u00e7\u00f5es, que como disseste resultaram em 8 horas. Na verdade at\u00e9 foi mais de 8 horas, foram cerca de 11 horas, mas eu n\u00e3o costumo contar essas 3 horas extra porque n\u00e3o estavam fixes \u00e0 partida. Basicamente o grande desafio foi perceber o que \u00e9 que tinha em m\u00e3os, que creio que se dividia em dois problemas, \u00a0primeiro o de reduzir as m\u00fasicas de maneira a que tivessem uma dura\u00e7\u00e3o minimamente aceit\u00e1vel para que fossem mais f\u00e1ceis de perceber como uma m\u00fasica, e o segundo de perceber o que \u00e9 que eram aquelas m\u00fasicas, se eram tr\u00eas discos\u2026 se era um\u2026 se eram dois\u2026 Qual era o percurso \/ ordem que fazia sentido\u2026 Quais eram os modos das m\u00fasicas etc\u2026 Eventualmente consegui simplificar a coisa em dois discos, um mais drone, outro mais ambient, ou um mais atonal, outro mais mel\u00f3dico, ou um mais nocturno outro mais diurno, mas ao longo desses tr\u00eas anos fui agrupando as m\u00fasicas com conceitos bastante diferentes, que provavelmente n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o claros mas que me ajudaram a perceber o que eram estas m\u00fasicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3059\" src=\"https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/MEA_2066.jpg\" alt=\"\" width=\"424\" height=\"640\" srcset=\"https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/MEA_2066.jpg 424w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/MEA_2066-199x300.jpg 199w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/MEA_2066-8x12.jpg 8w\" sizes=\"(max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Li algures que foste informado pela \u2018harmonia \u00fanica de cada cidade que viveste\u2019, podias falar um bocado sobre isso? V\u00eas algum cruzamento entre a tua m\u00fasica e a arquitectura?<\/strong><\/p>\n<p>Isso na verdade, apesar de ser inspirado em coisas que eu sinto em rela\u00e7\u00e3o ao disco, ao processo e ao que eu andava a pensar na altura em que fiz o disco, \u00e9 um bocado Mumbo-Jumbo de Press. Fico sempre um pouco na d\u00favida entre conceptualizar ou n\u00e3o a m\u00fasica que fa\u00e7o, normalmente n\u00e3o crio coisas previamente definidas por um conceito, a \u00fanica coisa que me interessa na altura da grava\u00e7\u00e3o \u00e9 a minha intui\u00e7\u00e3o, e se estou a gostar da m\u00fasica que estou a fazer. No entanto por outro lado, o pensamento do som \u00e9 uma coisa que me interessa, e que acabo por fazer no meu dia a dia por v\u00e1rios motivos, seja simplesmente por ler coisas sobre m\u00fasica e som, seja por comunicar sobre o que fa\u00e7o a solo ou colectivamente com as pessoas com quem trabalho no dia a dia, como por exemplo com o resto da malta da Favela Discos quando desenvolvemos pe\u00e7as colectivas: obviamente que precisamos de verbalizar sobre o que queremos fazer, e eventualmente queiras conceptualizar ou n\u00e3o o que fazes acabas sempre por ter alguns pensamentos sobre o que \u00e9 aquilo que est\u00e1s a fazer. Nesse sentido uma coisa que me interessa, por exemplo, \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre a ambiguidade e a audi\u00e7\u00e3o profunda. Da mesma maneira que com uma audi\u00e7\u00e3o profunda consegues descobrir melodias, ritmos, tons, etc na paisagem sonora de uma cidade, tamb\u00e9m consegues ir percebendo novas camadas sonoras no tipo de m\u00fasica que eu fa\u00e7o, por entre as melodias mais \u00f3bvias consegues perceber outras melodias, assim como as consegues distinguir no meio da massa sonora e do ru\u00eddo. Nesse sentido acho que a rela\u00e7\u00e3o com a paisagem sonora da cidade acaba por ser essa, a de descobrir alguma l\u00f3gica musical no meio da massa sonora a que estamos expostos, entre carros, ventoinhas e turbinas, aquelas cenas barulhentas de ar condicionado, e todas as coisas que fazem o ch\u00e3o sonoro que por vezes nem nos apercebemos que est\u00e1 l\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O fen\u00f3meno global do \u2019The Hum\u2019, com relatos de pessoas quase perseguidas por frequ\u00eancias ultra baixas em zonas residenciais ou industriais, \u00e9 considerado um som desagrad\u00e1vel, que causa ins\u00f3nias e dores de cabe\u00e7a. S\u00e3o os \u00faltimos efeitos que iria descrever ao ouvir o teu disco. O disco tenta redimir este tipo de som e p\u00f4-lo num contexto diferente?<\/strong><\/p>\n<p>Bem, em primeiro lugar obrigado pelo elogio. Agora, em rela\u00e7\u00e3o ao fen\u00f3meno do The Hum, creio que ele \u00e9 desagrad\u00e1vel tamb\u00e9m porque \u00e9 um som intruso, indesejado e permanente, mas n\u00e3o sei se num concerto de m\u00fasica experimental esse som n\u00e3o seria aceit\u00e1vel (risos). A minha ideia n\u00e3o \u00e9 bem redimir o fen\u00f3meno, simplesmente acho que adoptei o nome assim como um termo mais abrangente, como disse em cima acho que o meu The Hum fala mais do som das cidades que n\u00e3o n\u00f3s \u00e9 percept\u00edvel imediatamente. O fen\u00f3meno do The Hum tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 aud\u00edvel por todas as pessoas, aparentemente parece haver pessoas que s\u00e3o mais sens\u00edveis a esses \u201cHums\u201d e outras que n\u00e3o s\u00e3o tanto. Ou seja n\u00e3o me interessou falar de um som violento que persegue as pessoas mas simplesmente de um som que s\u00f3 ouvimos quando despertamos para a sua exist\u00eancia ou algo assim. Interessa-me a ideia, mas n\u00e3o me interessa tanto a text-book definition do conceito, e como em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica, dos principais motivos pelo qual escolhi o nome foi por intui\u00e7\u00e3o, gostei da m\u00edstica da ideia e pareceu-me um nome fixe. Para al\u00e9m disso tamb\u00e9m aproveitei este tema e t\u00edtulo para uma banda desenhada, que foi editada pel\u2019 O Panda Gordo em 2016 ou 2017, e na altura achei que seria fixe ligar as duas coisas por trabalharem um pouco a mesma ideia de maneiras muito diferentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3058\" src=\"https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/MEA_2024-600x398.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/MEA_2024-600x398.jpg 600w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/MEA_2024-300x199.jpg 300w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/MEA_2024-18x12.jpg 18w, https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/MEA_2024.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como achas que o disco e a m\u00fasica muda quando tocas ao vivo? Fizeste alguns ajustes para o concerto do OUT.FEST?<\/strong><\/p>\n<p>Bem eu na verdade n\u00e3o estou mesmo a tocar as m\u00fasicas do disco, o que eu estou a fazer \u00e9 utilizar os mesmos meios e t\u00e9cnicas para criar novas m\u00fasicas. O disco foi criado em improvisa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o que fa\u00e7o ao vivo, sendo que ultimamente j\u00e1 tenho levado alguns loops iniciais gravados para n\u00e3o ser t\u00e3o boring. Durante os ensaios ainda tentei replicar algumas das m\u00fasicas dos discos, mas n\u00e3o gostei do resultado, por estar muito preocupado em tentar fazer que a m\u00fasica soasse igual ao disco acabava por fazer uma c\u00f3pia foleira da m\u00fasica do disco, que nem soava 100% igual ao disco, nem era uma m\u00fasica t\u00e3o interessante como as do disco. Portanto achei melhor simplesmente usar as t\u00e9cnicas que usei no disco para criar algo novo, que n\u00e3o \u00e9 o que est\u00e1 no disco mas que de certa maneira faz parte daquilo que \u00e9 o disco. \u00a0Para o OUT.FEST a \u00fanica coisa que fiz de especial foi escolher uma s\u00e9rie de loops \u00e0 partida para usar, mas a prepara\u00e7\u00e3o do concerto foi toda muito ca\u00f3tica porque foi a primeira vez que usei a cenografia e foi assim tudo mesmo em cima da hora. Acho que assim o maior ajuste que fiz para o concerto foi mesmo a exist\u00eancia da cenografia da \u201ccidade\u201d ou como lhe quiserem chamar, era algo que eu j\u00e1 queria fazer desde o in\u00edcio e que ainda n\u00e3o tinha feito, e fiquei bastante contente com o resultado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Sarnadas, tcp Coelho Radioactivo, foi o respons\u00e1vel pela abertura do \u00faltimo dia do segundo momento do OUT.FEST 2021, com a apresenta\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia de escuta profunda de m\u00fasica intimamente ligada \u00e0 do seu trabalho de estreia em nome pr\u00f3prio, dois discos duplos de seu nome &#8220;The Hum&#8221;. Na SDUB &#8220;Os Franceses&#8221; pudemos ouvir [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3061,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[138,360,92,10,1],"tags":[586,583,584,582,585],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Entrevista a Sarnadas (OUT.FEST 2021 (II)) - OUT.RA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Entrevista a Sarnadas (OUT.FEST 2021 (II)) - OUT.RA\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Jo\u00e3o Sarnadas, tcp Coelho Radioactivo, foi o respons\u00e1vel pela abertura do \u00faltimo dia do segundo momento do OUT.FEST 2021, com a apresenta\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia de escuta profunda de m\u00fasica intimamente ligada \u00e0 do seu trabalho de estreia em nome pr\u00f3prio, dois discos duplos de seu nome &#8220;The Hum&#8221;. Na SDUB &#8220;Os Franceses&#8221; pudemos ouvir [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"OUT.RA\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-11-30T11:00:11+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2021-11-30T11:09:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_881efdceaeed355d37e76b0d48fccd5c_69195f6e_1280.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1200\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"795\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Diogo\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Diogo\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/old.outra.pt\/#website\",\"url\":\"https:\/\/old.outra.pt\/\",\"name\":\"OUT.RA\",\"description\":\"ASSOCIA\u00c7\u00c3O CULTURAL\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/old.outra.pt\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/\",\"url\":\"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/\",\"name\":\"Entrevista a Sarnadas (OUT.FEST 2021 (II)) - OUT.RA\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/old.outra.pt\/#website\"},\"datePublished\":\"2021-11-30T11:00:11+00:00\",\"dateModified\":\"2021-11-30T11:09:25+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/old.outra.pt\/#\/schema\/person\/7f5639a33bbacba587525367458c916e\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Entrevista a Sarnadas (OUT.FEST 2021 (II))\"}]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/old.outra.pt\/#\/schema\/person\/7f5639a33bbacba587525367458c916e\",\"name\":\"Diogo\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\/\/old.outra.pt\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d91becff6a0af41dc72beeb32f8bae3e?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d91becff6a0af41dc72beeb32f8bae3e?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Diogo\"},\"url\":\"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/author\/rui\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Entrevista a Sarnadas (OUT.FEST 2021 (II)) - OUT.RA","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"Entrevista a Sarnadas (OUT.FEST 2021 (II)) - OUT.RA","og_description":"Jo\u00e3o Sarnadas, tcp Coelho Radioactivo, foi o respons\u00e1vel pela abertura do \u00faltimo dia do segundo momento do OUT.FEST 2021, com a apresenta\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia de escuta profunda de m\u00fasica intimamente ligada \u00e0 do seu trabalho de estreia em nome pr\u00f3prio, dois discos duplos de seu nome &#8220;The Hum&#8221;. Na SDUB &#8220;Os Franceses&#8221; pudemos ouvir [&hellip;]","og_url":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/","og_site_name":"OUT.RA","article_published_time":"2021-11-30T11:00:11+00:00","article_modified_time":"2021-11-30T11:09:25+00:00","og_image":[{"width":1200,"height":795,"url":"https:\/\/old.outra.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/tumblr_881efdceaeed355d37e76b0d48fccd5c_69195f6e_1280.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Diogo","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Diogo","Tempo estimado de leitura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/old.outra.pt\/#website","url":"https:\/\/old.outra.pt\/","name":"OUT.RA","description":"ASSOCIA\u00c7\u00c3O CULTURAL","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/old.outra.pt\/?s={search_term_string}"},"query-input":"required name=search_term_string"}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/","url":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/","name":"Entrevista a Sarnadas (OUT.FEST 2021 (II)) - OUT.RA","isPartOf":{"@id":"https:\/\/old.outra.pt\/#website"},"datePublished":"2021-11-30T11:00:11+00:00","dateModified":"2021-11-30T11:09:25+00:00","author":{"@id":"https:\/\/old.outra.pt\/#\/schema\/person\/7f5639a33bbacba587525367458c916e"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/2021\/11\/entrevista-a-sarnadas-out-fest-2021-ii\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Entrevista a Sarnadas (OUT.FEST 2021 (II))"}]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/old.outra.pt\/#\/schema\/person\/7f5639a33bbacba587525367458c916e","name":"Diogo","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/old.outra.pt\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d91becff6a0af41dc72beeb32f8bae3e?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d91becff6a0af41dc72beeb32f8bae3e?s=96&d=mm&r=g","caption":"Diogo"},"url":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/author\/rui\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3052"}],"collection":[{"href":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3052"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3052\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3065,"href":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3052\/revisions\/3065"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3061"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/old.outra.pt\/pt_pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}