19º OUT.FEST de 5 a 7 de Outubro – bilhetes já à venda!

O 19º OUT.FEST acontece entre 5 e 7 de Outubro deste ano. Voltamos ao Barreiro com o melhor ponto de encontro anual para mergulhar nos vários mundos possíveis do Som e celebrar os milagres da Música, explorar a cidade e (re)conhecer a comunidade como espaço de liberdade.

Estão já à venda – em quantidade muito limitada – passes de acesso geral a um preço especialmente reduzido – 23€ – via outra.bol.pt e habituais lojas associadas. 

Garantam já o vosso, marquem as datas na agenda e sigam atentos às novidades ao longo dos próximos meses – até lá, podem relembrar o OUT.FEST 2022 com este filme do Mário Jerónimo Negrão que preserva para a posteridade uma das melhores edições da nossa história. 

OUT.FEST 2022: Cartaz completo

Anunciados os quinze nomes finais para a 18ª edição do OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro, que acontecerá entre os dias 5 e 8 de Outubro, numa proposta que inclui um total de 30 apresentações e 2 conversas com artistas em diversos espaços no centro da cidade, no que configura o cartaz mais extenso da história do festival.

 

Aos nomes já anteriormente divulgados, entre os quais se destacam a japonesa PHEW, os norte-americanos NICOLE MITCHELL e PRISON RELIGION, o britânico DAVID TOOP ou os portugueses SEREIAS e LUÍS FERNANDES, o OUT.FEST anuncia as estreias nacionais da também norte-americana CLAIRE ROUSAY ou da colaboração entre o britânico RICHARD DAWSON e os finlandeses CIRCLE, para além do regresso ao país de nomes como RP BOO, EVE RISSER e AUDREY CHEN e de novos trabalhos nacionais em estreia absoluta, como a instalação “A Segunda Natureza” da bolseira OUT.RA RITA SANTOS ou o quarteto GEORGE SILVER & GOLD, expansão do trabalho solo do barreirense George Silver a convite da organização do festival.

 

O OUT.FEST 2022 continua a tradição de utilização de diferentes espaços do Barreiro, com o concerto de abertura a merecer destaque, sendo a primeira vez que o festival se estende às históricas e emblemáticas oficinas de reparação de locomotivas da CP, um dos 10 palcos diferentes que ao longo de 4 dias acolherão o certame.

Os últimos passes globais, ao preço de 30€, e os bilhetes diários (com preços entre os 8€ e os 15€) podem ser adquiridos via BOL e locais habituais.

OUT.FEST 2022: novas confirmações

Foram anunciados três novos nomes para a 18ª edição do OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro, que acontecerá entre os dias 5 e 8 de Outubro, com perto de três dezenas de concertos em diversos espaços no centro da cidade.

A norte-americana AMIRTHA KIDAMBI apresenta o seu quarteto ELDER ONES,  formação celebrada que cruza o jazz contemporâneo com as influências e raízes indianas da líder, enquanto que o percussionista australiano WILL GUTHRIE se faz acompanhar do ensemble parisiense NIST-NAH, para juntos prestarem homenagem e construírem novos mundos de som por via do tradicional gamelão da Indonésia. Já o britânico DAVID TOOP fará uma das suas raras aparições ao vivo, trazendo consigo mais de quatro décadas de carreira enquanto músico, escritor e pensador da música, do som e da escuta nas suas múltiplas vertentes. Para além dos concertos, estes artistas protagonizarão conversas abertas ao público sobre as obras que trazem ao festival, ao abrigo do projeto europeu REMAIIN, organizado por entidades de quatro países, cujo propósito é mostrar as influências extra-europeias na música de vanguarda atual e histórica.

Recorde-se que o OUT.FEST já anunciou, no início de Julho, treze outros nomes, entre os quais se destacam a japonesa PHEW, os norte-americanos NICOLE MITCHELL e PRISON RELIGION ou os portugueses SEREIAS e LUÍS FERNANDES.

Os passes globais podem ser adquiridos, ao preço de 30€, via BOL e locais habituais, a conferir neste link: https://outra.bol.pt/ 

OUT.FEST 2022: Primeiras confirmações

Foram já anunciados os primeiros artistas confirmados na 18ª edição do OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro, que acontecerá entre os dias 5 e 8 de Outubro, e promete o regresso do seu formato já canónico, com perto de três dezenas de concertos em diversos espaços no centro da cidade.

A japonesa PHEW, voz única e intrigante com quatro décadas de trabalho, e a flautista norte-americana NICOLE MITCHELL, nome marcante do novo jazz americano deste século, lideram este primeiro lote de treze artistas, que se completa com o rap claustrofóbico do duo também norte-americano PRISON RELIGION, o mistério indie dos britânicos BAR ITALIA – nova banda lançada pela World Music, editora de Dean Blunt -, os portuenses SEREIAS, acabados de editar novo e homónimo álbum incendiário, a brasileira radicada no Porto DIBUK, o regresso do italiano STILL, desta vez em colaboração com o ugandês ECKO BAZZ, as electrónicas do bracarense LUÍS FERNANDES, do co-fundador da editora Rotten\Fresh USOF ou do tailandês PISITAKUN, e três colaborações nacionais recentíssimas: MÁ ESTRELA, formação liderada pelo saxofonista Pedro Alves Sousa em busca dos espectros eletrónicos fora do jazz, POLY VUDUVUM, duo das multifacetadas Diana Policarpo e Marta von Calhau, e, em estreia absoluta, o duo de CAVERNANCIA & MARIA DA ROCHA, que une em palco o projeto do barreirense Pedro Roque e a violinista lisboeta.

Os passes globais podem já ser adquiridos, ao preço de 30€, via BOL e locais habituais, a conferir neste link: https://outra.bol.pt/ 

OUT.FEST 2022: 5-8 Outubro

Estão marcadas as datas para o 18º OUT.FEST! Entre 5 a 8 de Outubro o Barreiro volta a acolher alguma da música mais viva de agora, com a história, o presente e o futuro de mãos dadas e a vastidão e pluralidade do mundo sempre na mira.

Enquanto não revelamos alguns dos nomes que compõem o cartaz, disponibilizamos desde já passes globais que garantem o acesso a todos os concertos pagos a um preço especial e em quantidade limitada – podem encontrá-los via outra.bol.pt e em todas as lojas habituais (Fnac, Worten, etc).

Revejam aqui o aftermovie da edição de 2019, e preparem-se para, depois de dois anos atípicos, regressar a um modelo de festival que celebra o centro da cidade de uma forma única.

Que se comecem a preparar os reencontros e as descobertas!

Entrevista a Sarnadas (OUT.FEST 2021 (II))

João Sarnadas, tcp Coelho Radioactivo, foi o responsável pela abertura do último dia do segundo momento do OUT.FEST 2021, com a apresentação de uma experiência de escuta profunda de música intimamente ligada à do seu trabalho de estreia em nome próprio, dois discos duplos de seu nome “The Hum”. Na SDUB “Os Franceses” pudemos ouvir duas horas de improviso electrónico rico em harmonias e texturas nas condições perfeitas para tal: deitados, de olhos fechados, a absorver o som.

Tivemos também a oportunidade de falar com o artista antes e depois do concerto, e é o resultado compilado dessas entrevistas que vos apresentamos abaixo.

Entrevista por Tiago Franco. Fotos de Nuno Bernardo e Pedro Roque (a preto e branco).

 

 

Qual foi o teu primeiro contacto com música de longa duração minimal deste género?

Oláolá. Sempre gostei muito de músicas demoradas, não necessariamente em termos de duração da música mas mais no que toca à sua composição e também à utilização de sons mais contínuos. Nem que seja pelo simples facto de muitas vezes haver algum drama associado a músicas longas desse modo e esse drama ser algo com que eu me relaciono facilmente. Assim de repente os meus primeiros contactos com música de longa duração minimal, diria que aconteceram com artistas não muito duracionais ou minimais, as primeiras músicas que me lembro são a “Back to Schinzo” do Pascal Comelade e a “Stranger Intro” do Bill Frisell (Introdução para um disco da Marianne Faithfull) que eram músicas que ouvia bastante quando era miudo. O Pascal é um dos meus músicos preferidos de sempre, e felizmente tem discos que cheguem para se ouvir sempre coisas novas, só há coisa de uns 5 anos é que descobri os primeiros discos mais experimentais dele. A Stranger Intro é um loop de 30 segundos que eu ouvia em repeat, e que decidi fazer uma versão para este disco, se bem que quando a fiz não sabia necessariamente que ia fazer parte de um disco, só a quis experimentar tocar para ouvir o que poderia ser uma versão com mais de 30 segundos, acabou por ser a D1 M Bombarda Transmission. A nível de coisas mais intelectuais, acho que assim o primeiro músico minimal de longa duração em que colei foi o La Monte Young, depois possivelmente o concerto do Terry Riley com o Don Cherry em Köln. Mas não sei se foram essas as minhas inspirações para fazer este disco, até porque a longa duração foi mais um efeito da maneira como eu toco do que um ponto de partida, obviamente que são artistas de quem gosto portanto acabaram por influenciar as minhas melodias e o meu pensamento mas acho que a música acaba por ser um resultado de um número de influencias muito mais abrangente.

 

 

Podias falar um pouco sobre o equipamento que usaste neste álbum? Foi construído pela Inês Castanheira, que gere um workshop de sintetizadores DIY. Foi uma comissão ou foi-te entregue a ti com os 3 osciladores?

Sim, o instrumento que utilizei neste álbum, e que uso agora ao vivo, é um sintetizador simples com 3 osciladores e 3 switches de on/off feito pela Inês Castanheira. Felizmente tenho a sorte de partilhar não só a minha vida como casa com a Inês, o que faz com que tenha facilmente acesso às cenas que ela constrói, este em particular foi um dos primeiros que ela construiu, porque estava na altura a explorar o campo da construção de sintetizadores, e é assim simples precisamente por esse motivo. Começámos a usar este synth e outro num projecto que temos os dois chamado Well, e eventualmente comecei também a usa-lo em peças colectivas da Favela Discos como por exemplo a peça Desilusão Óptica. Foi um bocado com esse background que fui desenvolvendo a abordagem ao material que tenho neste disco, à base do uso deste sintetizador, da mesa de mistura, de loops e outros pedais de efeito.

 

 Gravaste o disco em 2 dias, o que resultou em 8 horas de gravações, em que demoraste 3 anos a reduzir a 2 discos de 2 horas cada. Que métodos de condensação usaste e que desafios encontraste no cutting room?

Bem, na altura quando fiz essa sessão de gravação não estava já com ideia de fazer necessariamente um disco. Como disse em cima, simplesmente sentia que tinha chegado a uma maneira de tocar diferente do que fazia por exemplo com Coelho Radioactivo, e que queria gravar alguma coisa com essa “linguagem”. Na verdade sinto que o The Hum até acaba por ter algumas coisas de Coelho, creio que as melodias acabam por ter algo a ver com esse universo, assim como a utilização de loops que era uma coisa que fazia bastante ao vivo e quando tocava sozinho em casa. Na altura tinha ficado com a mesa do Nuno Loureiro em minha casa porque a tinha usado num concerto de Desilusão Óptica e aproveitei para fazer esses dois dias de gravações, que como disseste resultaram em 8 horas. Na verdade até foi mais de 8 horas, foram cerca de 11 horas, mas eu não costumo contar essas 3 horas extra porque não estavam fixes à partida. Basicamente o grande desafio foi perceber o que é que tinha em mãos, que creio que se dividia em dois problemas,  primeiro o de reduzir as músicas de maneira a que tivessem uma duração minimamente aceitável para que fossem mais fáceis de perceber como uma música, e o segundo de perceber o que é que eram aquelas músicas, se eram três discos… se era um… se eram dois… Qual era o percurso / ordem que fazia sentido… Quais eram os modos das músicas etc… Eventualmente consegui simplificar a coisa em dois discos, um mais drone, outro mais ambient, ou um mais atonal, outro mais melódico, ou um mais nocturno outro mais diurno, mas ao longo desses três anos fui agrupando as músicas com conceitos bastante diferentes, que provavelmente não são tão claros mas que me ajudaram a perceber o que eram estas músicas.

 

 

Li algures que foste informado pela ‘harmonia única de cada cidade que viveste’, podias falar um bocado sobre isso? Vês algum cruzamento entre a tua música e a arquitectura?

Isso na verdade, apesar de ser inspirado em coisas que eu sinto em relação ao disco, ao processo e ao que eu andava a pensar na altura em que fiz o disco, é um bocado Mumbo-Jumbo de Press. Fico sempre um pouco na dúvida entre conceptualizar ou não a música que faço, normalmente não crio coisas previamente definidas por um conceito, a única coisa que me interessa na altura da gravação é a minha intuição, e se estou a gostar da música que estou a fazer. No entanto por outro lado, o pensamento do som é uma coisa que me interessa, e que acabo por fazer no meu dia a dia por vários motivos, seja simplesmente por ler coisas sobre música e som, seja por comunicar sobre o que faço a solo ou colectivamente com as pessoas com quem trabalho no dia a dia, como por exemplo com o resto da malta da Favela Discos quando desenvolvemos peças colectivas: obviamente que precisamos de verbalizar sobre o que queremos fazer, e eventualmente queiras conceptualizar ou não o que fazes acabas sempre por ter alguns pensamentos sobre o que é aquilo que estás a fazer. Nesse sentido uma coisa que me interessa, por exemplo, é a relação entre a ambiguidade e a audição profunda. Da mesma maneira que com uma audição profunda consegues descobrir melodias, ritmos, tons, etc na paisagem sonora de uma cidade, também consegues ir percebendo novas camadas sonoras no tipo de música que eu faço, por entre as melodias mais óbvias consegues perceber outras melodias, assim como as consegues distinguir no meio da massa sonora e do ruído. Nesse sentido acho que a relação com a paisagem sonora da cidade acaba por ser essa, a de descobrir alguma lógica musical no meio da massa sonora a que estamos expostos, entre carros, ventoinhas e turbinas, aquelas cenas barulhentas de ar condicionado, e todas as coisas que fazem o chão sonoro que por vezes nem nos apercebemos que está lá.

 

O fenómeno global do ’The Hum’, com relatos de pessoas quase perseguidas por frequências ultra baixas em zonas residenciais ou industriais, é considerado um som desagradável, que causa insónias e dores de cabeça. São os últimos efeitos que iria descrever ao ouvir o teu disco. O disco tenta redimir este tipo de som e pô-lo num contexto diferente?

Bem, em primeiro lugar obrigado pelo elogio. Agora, em relação ao fenómeno do The Hum, creio que ele é desagradável também porque é um som intruso, indesejado e permanente, mas não sei se num concerto de música experimental esse som não seria aceitável (risos). A minha ideia não é bem redimir o fenómeno, simplesmente acho que adoptei o nome assim como um termo mais abrangente, como disse em cima acho que o meu The Hum fala mais do som das cidades que não nós é perceptível imediatamente. O fenómeno do The Hum também não é audível por todas as pessoas, aparentemente parece haver pessoas que são mais sensíveis a esses “Hums” e outras que não são tanto. Ou seja não me interessou falar de um som violento que persegue as pessoas mas simplesmente de um som que só ouvimos quando despertamos para a sua existência ou algo assim. Interessa-me a ideia, mas não me interessa tanto a text-book definition do conceito, e como em relação à música, dos principais motivos pelo qual escolhi o nome foi por intuição, gostei da mística da ideia e pareceu-me um nome fixe. Para além disso também aproveitei este tema e título para uma banda desenhada, que foi editada pel’ O Panda Gordo em 2016 ou 2017, e na altura achei que seria fixe ligar as duas coisas por trabalharem um pouco a mesma ideia de maneiras muito diferentes.

 

 

Como achas que o disco e a música muda quando tocas ao vivo? Fizeste alguns ajustes para o concerto do OUT.FEST?

Bem eu na verdade não estou mesmo a tocar as músicas do disco, o que eu estou a fazer é utilizar os mesmos meios e técnicas para criar novas músicas. O disco foi criado em improvisação, que é o que faço ao vivo, sendo que ultimamente já tenho levado alguns loops iniciais gravados para não ser tão boring. Durante os ensaios ainda tentei replicar algumas das músicas dos discos, mas não gostei do resultado, por estar muito preocupado em tentar fazer que a música soasse igual ao disco acabava por fazer uma cópia foleira da música do disco, que nem soava 100% igual ao disco, nem era uma música tão interessante como as do disco. Portanto achei melhor simplesmente usar as técnicas que usei no disco para criar algo novo, que não é o que está no disco mas que de certa maneira faz parte daquilo que é o disco.  Para o OUT.FEST a única coisa que fiz de especial foi escolher uma série de loops à partida para usar, mas a preparação do concerto foi toda muito caótica porque foi a primeira vez que usei a cenografia e foi assim tudo mesmo em cima da hora. Acho que assim o maior ajuste que fiz para o concerto foi mesmo a existência da cenografia da “cidade” ou como lhe quiserem chamar, era algo que eu já queria fazer desde o início e que ainda não tinha feito, e fiquei bastante contente com o resultado.

 

Ainda o OUT.FEST

Já passaram quase dois meses, e estamos já nesta fase totalmente focados no OUT.FEST 2022 – 18ª edição do festival que está, portanto, prestes a entrar na maioridade -, mas lançámos esta semana um mini-documentário que recorda o que foi a segunda metade da edição de 2021 realizada em Outubro.

Com realização do Mário Jerónimo Negrão a partir de entrevistas, imagens e sons recolhidos pela equipa do festival e diversos colaboradores e amigos – a quem agradecemos -, é uma forma de celebrar e relembrar seis dias de escuta intensa, de reencontros muito aguardados e de novas e duradouras descobertas.

Podem encontrá-lo aqui.

Entretanto, o ano aproxima-se do fim mas ainda chegarão muitas e boas propostas do nosso lado – fiquem atentos às novidades no início da semana.

Segundo momento OUT.FEST 2021: Cartaz completo revelado e bilhetes à venda

Aí está no mundo o programa completo do segundo momento do OUT.FEST 2021, de regresso a vários espaços do Barreiro, entre os dias 4 e 9 de Outubro.

Após um primeiro momento realizado em Junho, neste ano excepcional, com 8 concertos ao longo de três dias, a 17ª edição do OUT.FEST regressa e conclui-se no seu período habitual, em Outubro, com mais 14 oportunidades para testemunhar, em carne e osso, alguma da mais fundamental música destes tempos.

Entre os dias 4 e 9 voltam a ser abertas portas descentralizadas ao longo da cidade do Barreiro, com os espaços de Junho (o Anfiteatro do Parque Paz & Amizade e o Auditório Municipal Augusto Cabrita) a serem acompanhados por localizações já clássicas na história do festival: o Museu Industrial da Baía do Tejo, a Biblioteca Municipal do Barreiro, a SDUB “Os Franceses” e a Igreja de Santa Maria.

Na programação, destaque para a continuidade do programa paralelo REMAIIN, que promove a música experimental europeia com raízes noutras culturas do mundo, no âmbito do qual o OUT.FEST traz, em dose dupla, a música da histórica compositora francesa ÉLIANE RADIGUE (através da difusão/espacialização de uma das suas obras mais icónicas e da interpretação de trabalhos recentes, um dos quais em estreia mundial), mas também promove a estreia nacional da francesa residente em Berlim JESSICA EKOMANE e, para não ser excepção, uma primeira colaboração pública, precedida de uma residência artística, entre o português JOÃO PAIS FILIPE e MANONGO MUJICA, compositor e percussionista peruano ligados às primeiras vanguardas daquele país sul-americano na segunda metade do séc. XX.

Já estão disponíveis os bilhetes, nas suas tipologias habituais e pontos de venda do costume, mas atenção, que há vários eventos gratuitos que requerem inscrição antecipada – leiam atentamente o programa.

OUT.FEST 2021 – Alteração ao cartaz e bilhetes diários já disponíveis

Falta menos de uma semana para o primeiro momento do OUT.FEST 2021, que infelizmente sofrerá uma alteração ao seu programa original: devido a problemas de saúde do músico IANCU DUMITRESCU, o seu concerto com o Barreiro Ensemble não se realizará, como previsto, no dia 3 de Junho. Contamos poder apresentar este espectáculo em Outubro, nas datas já anunciadas para o segundo momento da 17ª edição do festival (de 5 a 9).

No entanto, e para regozijo nosso e vosso, apresentaremos nesse mesmo dia 3, no Auditório Municipal Augusto Cabrita pelas 20h45 o RAFAEL TORAL SPACE QUARTET, formação que acaba de lançar o já amplamente celebrado álbum ‘Directions’ – este é um momento simbólico na história do festival, uma vez que assinala o retorno do músico ao palco onde, em 2006, tocou pela primeira vez no OUT.FEST, na altura apresentando, como novidade quase absoluta, o seu Space Trio.

Entretanto, estão a partir de hoje disponíveis via outra.bol.pt bilhetes diários para o primeiro momento do OUT.FEST 2021, ao preço de 10€ (acesso aos concertos da tarde e noite). Os passes de acesso global continuam à venda, mas restam apenas cerca de 30. Apressem-se!

OUT.FEST: programa de Junho anunciado, passes à venda

O OUT.FEST regressa, após um ano de hiato forçado, para uma 17ª edição que se desdobra em dois momentos.

Entre 3 e 5 de Junho, o epicentro da acção desloca-se para a zona alta da cidade, com concertos concentrados no Auditório ao Ar Livre do Parque Paz e Amizade (todos os dias, às 18h) e no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no contíguo Parque da Cidade (diariamente a partir das 20h45).

É, como sempre, um ano de desafios – desta vez de desafios inesperados e dificilmente previstos no fim da gloriosa edição de 2019 – mas, também como sempre, um ano que responde às circunstâncias do momento para proporcionar novos acessos ao Barreiro (des)conhecido e fomentar toda a proximidade possível em tempos que são ainda de distanciamentos físicos – mas que melhor forma de promover a proximidade que através da partilha de experiências sonoras?

Para esta primeira toma apresentam-se oito espectáculos, três dos quais associados ao projecto UNEARTHING THE MUSIC (www.unearthingthemusic.eu), que desde 2018 tem vindo a descobrir, analisar e compilar a música feita nas margens dos regimes ditatoriais europeus da segunda metade do séc.XX (nos quais, obviamente, se inclui Portugal, mas também a Espanha, Grécia e todo o leste europeu); é introduzido um novo projecto europeu, o REMAIIN (www.remaiin.eu), que promove a música experimental europeia com raízes noutras culturas do mundo, e que traz ao Barreiro um concerto e uma palestra associada; e por fim programam-se quatro bandas / músicos nacionais virados para o futuro, como é nosso apanágio.

Sentem-se (nos lugares assinalados), ponham a máscara, e abram os ouvidos. O OUT.FEST está de volta!

Saibam tudo aqui: www.outfest.pt

OUT.FEST 2021

É com todo o entusiasmo guardado há mais de 12 meses que anunciamos, finalmente, a 17ª edição do OUT.FEST, que este ano se realizará em dois momentos – no início de Junho e no nosso tradicional início de Outubro.

Será um OUT.FEST adaptado aos tempos que vivemos, mas será um OUT.FEST em “carne e osso”,  real, em espaços conhecidos e menos conhecidos, a merecer como sempre uma vivência íntima do Barreiro e de toda a proximidade possível dentro das regras deste mundo em 2021.

Guardem as datas: 3-5 Junho e 5-9 Outubro!

Muito em breve voltamos com o anúncio do programa completo do primeiro momento –  já falta pouco!

“INDÚSTRIA” – novo disco dos AMM integralmente gravado ao vivo no OUT.FEST

Enquanto aguardamos o regresso, nas condições possíveis, dos espectáculos ao vivo, temos desenvolvido muito trabalho de bastidores. E uma das novidades que temos andado ansiosos por partilhar é o novo lançamento dos AMM, a lendária instituição britânica da improvisação livre, cujo concerto em 2015 no Museu Industrial da Baía do Tejo, no âmbito da edição desse ano do OUT.FEST, vê agora a luz do dia através da editora Matchless, ela mesma um selo fundamental na compreensão histórica da música improvisada no planeta.

“INDÚSTRIA”, nome decidido pelo percussionista Edwin Prevost em homenagem à história do local do concerto, está já à venda através do site da Matchless. A edição é enriquecida por fotografias da Vera Marmelo e por vários textos, um deles escrito pelo co-director do OUT.FEST Rui Pedro Dâmaso.

Aproveitem para agarrar um pedaço da história dos AMM, da música improvisada e, claro, do Barreiro.