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Entrevista a Ricardo Martins

Tivemos a oportunidade de falar com o Ricardo Martins antes do seu concerto na ADAO no passado dia 9 de Fevereiro de 2019 sobre o seu primeiro trabalho a solo, “Furacão”, bem como o seu percurso passado e futuro na música Portuguesa e internacional.

(foto cortesia da Vera Marmelo)

O “Furacão” é a tua estreia a solo, e as músicas que o integram foram lançadas uma a uma ao longo de um ano na editora londrina Jeff. Como foi este processo, e o que te levou a esta aventura depois de tantos anos de música?

Na verdade isto começou em 2014, a partir de umas experiências que viviam muito de improvisação e que curiosamente começaram aqui no Barreiro, num concerto que dei por cá (nota do editor: no OUT.FEST 2019). Depois ficou-me assim o bichinho de fazer alguma coisa a solo, mas com tantas bandas e tanta coisa a acontecer foi difícil concretizar. Quando voltei de Barcelona (onde vivi uns anos) comecei a tocar outra vez com malta de cá, estava sempre a fazer musica e queria sempre a produzir, e às vezes o pessoal não conseguia ter a mesma disponibilidade de tempo, por isso eu dava por mim e ficava muitas horas no estúdio sem estar a partilhar esse momento de fazer música com outra pessoa, que é mais ou menos o que eu faço, mais do que tocar – nunca tive muito aquela onda de ir tocar sozinho e praticar, preferia ensaiar com pessoal todas as semanas. E então comecei a pensar em fazer uma coisa a solo, mas ao mesmo tempo tinha a certeza que não conseguia ter a disciplina para fazer um disco – acho que ainda estaria a acaba-lo agora se não tivesse arranjado essa forma de me “enganar”: fiz uma música por mês, lancei-as, e no final do ano tinha um 12 polegadas – foi mais ou menos isso o que aconteceu. O disco depois demorou um bocadinho mais a sair, mas foi por aí. E acabei por descobrir outras coisas nesta lógica de música a solo de que gosto e que até se calhar me mostrou que eu consigo fazer coisas a solo com uma disciplina que eu pensava que não era capaz de ter.

Como é que surgiu essa tua ligação com a Jeff?

O pessoal da Jeff é pessoal amigo, eles tinham este projecto e eu toquei nalguns concertos que eles organizavam em Londres, e quando surgiu esta ideia eles curtiram e quiseram estar envolvidos – não só com a edição mas também com os textos que vinham com as músicas todos os meses. Ganhámos ali equipa também, que era o que eu também queria, não me sentir isolado – apesar de ser uma cena a solo queria trabalhar sempre com outras pessoas.

Já levas uns bons 15 anos a fazer música de forma pública em Portugal – pensavas há 15 anos estar neste ponto? Imaginavas um panorama a nível nacional diferente do que agora temos?

Pá, eu acho que não imaginava nada… (risos) Para mim era um bocado aquela altura em que tu queres fazer música, queres aprender, queres fazer mais, uma coisa que sempre me aconteceu for nunca estar contente com nada, e querer fazer mais bandas diferentes, explorar novas linguagens… Foi um bocadinho isso, não havia objectivo nenhum, mas sabia que da forma que estava a sentir música na altura que não iria conseguir deixar de fazer música para fazer outra coisa qualquer. Mas também sempre achei que ia ter um bocadinho a lógica de ter dois planos paralelos a funcionar, porque também sinto ao mesmo tempo que não consigo fazer só música, entro demasiado na minha cabeça…. mas descobri também o design gráfico, fazer coisas com imagem, e acho que assim tenho duas coisas que vão equilibrando a balança.

Fazes ou fizeste parte de muitos e grandes nomes da música Portuguesa: Lobster, Adorno, I Had Plans, Cangarra, Jibóia, Pop Dell’Arte, Papaya, Bruxas / Cobras… Ao longo desse teu percurso, que momentos te marcaram particularmente (concertos, gravações, momentos na estrada, etc)?

Há montes de momentos – acima de tudo só faço música com pessoal de quem eu gosto, amigos, ou pessoal cujo trabalho admiro e os quais desafio para fazer qualquer coisa – começa tudo por aí. As tours marcaram-me muito e acho que me ensinaram muita coisa, havia uma altura que fazíamos duas, três por ano, e isso foi um ritmo brutal… mas é difícil particularizar um momento ou uma fase…acho que o início em qualquer projecto é super bonito porque estás a começar e a descobrir coisas, tens aquela inocência, fazes montes de coisas mal…às vezes tenho saudade de fazer aquelas coisas mal, de estar à procura e ver que não é por ali, tudo isso.

O que se segue para ti, musicalmente falando? Tencionas fazer mais música a solo no futuro próximo?

Há um sete polegadas a sair agora, para aí em Maio, e a lógica é ser o oposto do Furacão: o Furacão era bateria e ideofones, não usava tudo aquilo que estou a usar agora – pitch shifters, delays, modulares, synths… agora tenho essa vontade de embarcar um bocadinho por aí. Isso é o que vem agora – já está composto, só falta gravar. Também estou a escrever uma peça para oito baterias, que vai acontecer num festival em Junho. Trabalhar nessa lógica de escrever para oito pessoas era uma coisa que eu também já queria fazer há muito tempo, e espero que venham mais projectos desses, que é uma cena que me dá muita pica. E queria fazer mais projectos a solo, experimentar coisas com que não estou muito confortável… acho que a lógica de trabalhar a solo é um bocado essa, para mim trabalhar a solo é um pânico, enquanto quando eu estou a tocar em banda sinto-me à vontade, estás lá atrás, estás protegido de alguma forma. Tocar a solo não, é um terror, nos dias anteriores não dormes…tenho o pacote completo. Mas por outro lado, depois quando as coisas acabam sentes que ultrapassaste alguma coisa ou conquistaste algo que é só teu, e embora eu nunca queira deixar de tocar em banda, tenho essa vontade de fazer mais coisas e coisas diferentes. Eu estava a falar com um amigo meu com quem toquei em Barcelona e ele disse-me uma coisa que eu acho que é assim uma caricatura, mas que é: pior que tocar a solo e ensaiar a solo, só tocar com gente e ensaiar com gente, e embora eu não ponha as coisas nessa lógica sinto que embora tocar com gente seja assim um monstro, porque tens montes de coisas para perceber e aprender, é uma partilha que exige de ti, tocar a solo é um monstro diferente, és mais tu na tua cabeça. É uma luta fixe, é uma luta na mesma.

Falaste da utilização de sintetizadores no teu próximo disco – como é que os integras as eles e outras fontes sonoras no teu trabalho como baterista?

Eu estou sempre a tocar bateria, posso é tocar outras coisas ao mesmo tempo. Isto começou muito por usar uma SP404, um sampler que eu usava para entrar num mundo sonoro diferente enquanto tocava, soltar um sub-grave interessante, ou o que fosse, e isso também fez-me pensar doutra forma, fez-me tocar mais e experimentar com teclas. Acho que está mesmo na altura de tentar fazer isso mais e mais, e os concertos a solo também servem para isso, para experimentar coisas, acaba por ser um laboratório. Estou mais interessado em passar por essa experiência do que propriamente entregar uma coisa super polida e acabadinha. Tenho tido essa vontade de explorar, e há uma coisa que convém referir – eu comecei a fazer música para teatro há dois, três anos, e primeiro começava muito pela bateria, mas depois a certa altura comecei a produzir música gravada que depois era disparada, e essa já tem muitos sintetizadores, e arranjos para outros instrumentos que não a bateria, e por isso estava muito na onda de explorar isso na minha música a solo.

 

Bolsa de Criação OUT.RA 2019: o projecto vencedor

Atribuída pelo segundo ano em regime de candidatura aberta, a Bolsa de Criação da OUT.RA – Associação Cultural a criadores barreirenses apoiará, este ano, a produção e apresentação de um novo álbum do músico Van Ayres.
 

Rafael “Van” Ayres, nascido em 1994 em Lisboa e residente no Barreiro desde 2017, é um artista multifacetado que aborda com profundidade a relação entre Som, Corpo e Performance.

O trabalho que desenvolverá será materializado num documento discográfico auto-editado, com apresentação pública no final do corrente ano, em local a definir.

Fiquem atentos!

De Maio a Julho: novos concertos confirmados no Barreiro

Novidades fresquinhas com o anúncio de mais três noites de celebração musical (a juntar aos concertos já confirmados) para os próximos meses pelo Barreiro.

Em Maio, e após a Noite da Raposa #3, voltamos a juntar um lote excelso de produtores electrónicos para um regresso ao belíssimo espaço A4 (lembram-se dos concertos de encerramento do OUT.FEST 2018?), desta vez com um apelo descarado à dança e os comandos entregues em exclusivo a artistas barreirenses – Shaka LionKikko b2b George Silver e mais talentos fresh: Há Festa no AQuatro.

Junho, que começa com Lonker See e Lunnar Lhamas, ganha agora uma noite com quatro nomes de talento incrível do jazz aventureiro internacional: aos lusos Luís Lopes e Gabriel Ferrandini, juntam-se o norte-americano Fred Lonberg-Holm e o norueguês Ingrebrigt Haker Flaten para uma noite de fogo na Biblioteca Municipal. 

Em Julho, ocasião solene por recebermos a estreia barreirense da lenda Sir Richard Bishop, guitarrista, compositor, co-fundador dos mitos Sun City Girls e da editora Sublime Frequencies, músico único e inimitável que carrega nas suas composições e improvisações todas as músicas de todos os mundos conhecidos e desconhecidos.

Bilhetes para todos os concertos podem ser reservados desde já para o mail info@outra.pt, ou adquiridos em breve nos sítios habituais.

Março, Abril, Maio, Junho: OUT.RA Música no Barreiro

Março terá o regresso do enorme JOÃO PAIS FILIPE, o percussionista portuense que encantou – e de que maneira! – no último OUT.FEST. Será numa noite partilhada com a Gasoline – Associação Cultural e Desportiva, a acontecer no seu espaço (o antigo El Matador / Espaço B), com a presença também do duo BALEIA BALEIA BALEIA.

Em Abril, recebemos quatro músicos nacionais ligados à importantíssima editora CREATIVE SOURCES, bastião internacional da música improvisada, que nos oferecerão três concertos de geometria variável na Biblioteca Municipal.

Maio traz à ADAO a 3ª NOITE DA RAPOSA, evento especial que junta novos talentos da música electrónica mais ou menos dançante e desviante do Barreiro e Lisboa. Confirmados estão NADA-NADA, MIMIMIC, ODETE (também de regresso após actuar no OUT.FEST 2018), MÉRI, SIMÃO SIMÕES e VIOLETA AZEVEDO.

Finalmente, em Junho, voltamos ao espaço da Gasoline para apresentar os poderosos polacos LONKER SEE, quarteto fantástico das pastagens psicadélicas do rock com a primeira parte a cargo do duo local LUNNAR LHAMAS.

Sigam os links para os eventos para saber mais, e reservem o vosso bilhete para os espectáculos de entrada paga através do mail habitual, info@outra.pt

Até já!

Matinée de canções com Éme e Moxila

No próximo sábado (dia 9 de Março) a OUT.RA associa-se ao bar À Portuguesa para apresentar uma matinée com as canções de Éme e Moxila, dois ilustres representantes da nova geração do cancioneiro português a dar continuidade a um trabalho conjunto que têm vindo a desenvolver ao longo dos anos.
 
O concerto começa às 17h, e a entrada é livre com a opção de um donativo que reverte integralmente para os músicos.
 
Até lá!

OUT.FEST é finalista dos Iberian Festival Awards e renova selo EFFE

OUT.FEST – Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro é, pela primeira vez, finalista dos Iberian Festival Awards, galardão promovido pela APORFEST que distingue os melhores festivais em Portugal e Espanha. 

O concerto da brasileira Linn da Quebrada, um dos pontos altos da edição de 2018, é um dos 10 mais votados pelo público na categoria de “Melhor Concerto Internacional”, junto de nomes como os The Prodigy, David Byrne, Lenny Kravitz ou St. Germain, e está assim em competição pelo troféu que será atribuído na Gala de Premiados a realizar em Vigo, no dia 13 de Março.

O festival renovou, entretanto, o selo EFFE – Europe for Festivals, Festivals for Europe, distinção atribuída pela plataforma europeia com o mesmo nome, que visa distinguir festivais europeus comprometidos com as artes, a comunidade local e a dimensão internacional. O galardão, que o OUT.FEST recebe desde 2015, é válido para o biénio 2019-2020.

Relembrem um pouco do concerto da Linn no video abaixo.

 

Em Fevereiro: Bear Bones, Lay Low + Ricardo Martins

Olá a todos
 
Na próxima noite de OUT.RA Música, regressamos à ADAO para acolher dois concertos que já há muito queríamos apresentar.
 
Primeiro, o enorme privilégio que é voltar a receber o talentoso Ricardo Martins, baterista marcante da cena nacional neste século (basta que nos lembremos, assim de repente, dos Lobster, Adorno, Jibóia, Bruxas/Cobras, entre tantos outros), que vem finalmente mostrar o seu belíssimo disco a solo “Furacão”, editado pela britânica Jeff Records, e que podem ouvir aqui.
 
Depois, a estreia barreirense do venezuelano Bear Bones, Lay Low, músico radicado há vários anos na Bélgica e nome de proa da boa electrónica orgânica, ritualista e dançável de corpo e mente que se tem feito na última década.
 
Tudo isto acontece no dia 9 de Fevereiro, na ADAO – Associação Desenvolvimento Artes & Ofícios, a partir das 22h. Os bilhetes, ao preço de 5€ (2,5€ até aos 25 anos inclusive) podem ser desde já reservados para o mail info@outra.pt
 
Até já!
 

Bolsa de Criação OUT.RA 2019 – Candidaturas abertas

Na sequência das Bolsas de Criação atribuídas aos artistas locais Tiago Sousa (2016), José Bica (2017) e Hélder Menor, João Antunes e João Pinheiro (2018) a OUT.RA – Associação Cultural aceita, a partir deste momento, candidaturas de jovens artistas locais para o desenvolvimento de trabalho artístico relacionado com Música / Som / Artes Sonoras / Multimedia durante o ano de 2019.

Os critérios de selecção a ter em conta são:

– Residência no Concelho do Barreiro ou áreas urbanas limítrofes (Baixa da Banheira, Vale da Amoreira)
– Idade entre os 18 e os 35 anos;
– Formação (superior ou técnica) em áreas artísticas, em particular em Música / Artes Sonoras / Multimédia / Etnomusicologia, etc ou, em alternativa, trabalho relevante desenvolvido em Música / Som que revele a procura de novas soluções e permita antever uma personalidade artística própria;
– Conhecimento do trabalho desenvolvido pela Associação (OUT.FEST, programação regular, documentação sonora, etc) e adequação das propostas a este trabalho;
– Qualidade conceptual do projecto criativo, grau de maturidade apresentado para o seu desenvolvimento, exequibilidade dos meios necessários aos espectáculos para sua apresentação.

O trabalho a desenvolver pelo(a) bolseiro(a) deve decorrer entre Abril e Dezembro de 2019, e contemplar pelo menos um momento de apresentação pública.

A bolsa a atribuir tem o valor de 1000€.

As candidaturas devem ser enviadas para o mail info@outra.pt até ao dia 1 de Março, e conter as seguintes informações:

– Nome, CV e biografia artística
– Descrição e calendarização da proposta
– Material necessário para o seu desenvolvimento

10 anos de OUT.RA – a nova identidade visual

Olá a todos
 
Neste mês de celebração dos 10 anos da OUT.RA (não esquecer o concerto comemorativo com os Black Bombaim, no dia 19), revelamos também a nova identidade visual da associação, criada pelo designer José Mendes, que aceitou explicar o processo criativo que deu origem ao novo logótipo e imagem – que já se fez sentir também na identidade visual do último OUT.FEST:
 
O redesenho do logótipo da OUT.RA nasce na intenção da associação cultural querer vincar esta mudança com a data comemorativa dos 10 anos da sua fundação e os 15 anos do OUT.FEST.
 
Mais do que um logótipo, procurei um sistema de identidade visual baseado no elemento distintivo que a OUT.RA e o OUT.FEST têm usado na sua identidade, o ponto final. Não como um fim, mas sim como um interface, uma ponte, que liga e procura out.ra coisa. 
 
 
Esta característica é potenciada na nova identidade visual, e aliada à narrativa experimental que norteia a associação o ponto dá lugar a exercícios formais, mutáveis.
 
Uma forma por ano, pensada e desenhada para ser mutável no eixo de X e Y, servindo assim as várias aplicações do logótipo em espaços de variáveis proporções. Todas estas variações do desenho do logótipo serão programadas numa fonte tipográfica anual, para facilitar a sua utilização.”
 
Relembramos que podem acompanhar todas as novidades ao subscrever a nossa newsletter clicando aqui.

10 anos OUT.RA com Black Bombaim ao vivo no Barreiro

Olá a todos
 
Começamos o ano com um dos momentos mais especiais que 2019 nos reserva: a OUT.RA assinala 10 anos de existência, 10 anos de trabalho continuado com base no Barreiro.
 
A celebração traz até à cidade um regresso que há muito desejávamos: nada menos que os excelsos Black Bombaim, trio barcelense que, desde a sua última passagem pelos nossos palcos (num já longínquo 2012) se afirmou definitivamente como das mais fundamentais unidades de rock transcendente de toda a Europa, com passagem triunfal por todos os grandes palcos e festivais do velho continente. No regresso ao Barreiro, o extraordinário saxofonista – e nome que nos acompanha quase desde o início – Pedro Sousa é o convidado especial da banda.
 
A celebração acontece já no dia 19sábado, na ADAO, a partir das 22h com DJ sets a cargo do jovem colectivo local Linha Amarela Produções e do elástico, multifacetado e raro OUT.RA Sound System.
 
A entrada vale 5€, e como habitualmente o público até aos 25 anos paga apenas metade desse valor.
 
Venham soprar as velas connosco!
 

Bolsa de Criação OUT.RA 2018: trabalho final apresentado em Dezembro em itinerância pelo Concelho

O último mês do ano marca as apresentações públicas do trabalho desenvolvido pelos bolseiros OUT.RA em 2018 – Hélder Menor, João Antunes e João Pinheiro – na sua demanda pelas raízes rurais dos seus antepassados, numa história comum a tantos e tantos barreirenses descendentes dos movimentos migratórios do séc. XX em direcção ao Barreiro.
 
“Se Uma Árvore Cair” é o título do trabalho final a apresentar, assinalado por dois momentos: o primeiro, uma performance audiovisual que faz uso das recolhas sonoras e visuais obtidas pelos bolseiros em Paiágua, Rosmaninhal e Serpa, e que terá lugar na Casa da Cultura da Baía do Tejo, no dia 7; o segundo, um filme documental produzido durante a deslocação a esses três locais, apresentado em quatro sessões por várias colectividades do Concelho: a AURPIL, no Lavradio, a Associação de Acção de Reformados do Barreiro (1º andar da Piscina Municipal), o Santoantoniense F.C., em Sto. António e o Grupo Recreativo da Quinta da Lomba, em Sto. André, nos dias 13, 14, 15 e 16 respectivamente.
 
Todas as sessões são de entrada livre.
 

CHARALAMBIDES + pä ao vivo no Barreiro

Olá a todos,

Continua a programação regular OUT.RA Música em Novembro, e que prazer é anunciar o regresso a terras nacionais (e a estreia barreirense), quase uma década após um hiato numa carreira tão longa, do duo texano Charalambides – banda absolutamente inigualável e incomparável a qualquer outra, música de fragilidade, beleza e estranhamento únicos, em tour europeia para promoção do novo e maravilhoso disco “Charalambides: Tom & Christina Carter”.

Será no dia 16, no TEB – Teatro de Ensaio do Barreiro (teatro a que regressamos também quase uma década após o último espectáculo lá programado), com a primeira parte a cargo do também duo , projecto fascinante e sonhador que explora a síntese modular analógica.

Os bilhetes podem ser adquiridos (a partir de dia 5 de Novembro) no Posto de Turismo (Estação Fluvial) ou Balcão Único (Mercado 1º Maio), ao preço de 6€ (público em geral) ou 3€ (público até aos 25 anos de idade).

Todas as informações podem ser consultadas aqui.