(concerto inserido na inauguração da Exposição “A Cidade dos Arquivos” )
Joana Guerra é cantora e violoncelista e tem delineado um percurso artístico muito interessante entre a improvisação e a composição. Criando loops, Guerra consegue a união iluminada entre a canção e a electro-acústica que estabelece em ‘Cavalos Vapor’ – segundo disco a solo de 2016 – um tratado de encanto.
Canções impressionistas e experimentais, alinhadas pela hipnose do violoncelo, que se revelam em camadas de luz sobre as quais paira uma voz em chamamento onírico. Em 2018, lança o seu terceiro registo a solo, “Osso”, com o selo da editora francesa Armures Provisoires.
É das interpretes mais transversais no universo lisboeta e com uma presença consistente, não só a solo, mas também no teatro (Companhia João Garcia Miguel), na dança (Madalena Victorino, Clara Andermatt) ou na colaboração intensa com vários dos nomes mais relevantes na improvisação livre em Portugal.