Alex Zhang Hungtai, Pedro Alves Sousa & Gabriel Ferrandini

Novo encontro entre Alex Zhang Hungtai (o sr. Dirty Beaches que já fez por merecer o epíteto de português honorário) e os muito nossos Gabriel Ferrandini e Pedro Alves Sousa – numa das múltiplas iterações desta aproximação já com vários anos e que inclui as mais diversas formações com mais ou menos membros (com David Maranha ou Júlia Reis, por exemplo) e os diversos nomes que as acompanham (Ketú ou Rahú, ambos nomes em discos na editora Futuro Familiar).

 

Unidos por uma expressão que, sendo eminentemente percussiva, é complementada pelos saxofones (de Pedro Sousa mas também, cada vez mais, de Zhang Hungtai), procuram, em cada momento de partilha, uma evocação da espiritualidade que pode ser a do jazz fora-deste -mundo do mestre Coltrane ou de tantos outros exploradores intrépidos e espíritos inquietos da década de 60 como Ayler, Sanders ou Joe Henderson – mas não é aí que querem chegar, é daí que partem para os seus e nossos desconhecidos.

Blacks’ Myths / Inês Malheiro

Diretamente de Washington, Estados Unidos, os Blacks’ Myths são o duo de Warren Crudup III (bateria) e Luke Stewart (baixista, que muitos reconhecerão como membro dos sublimes Irreversible Entanglements). Entre qualquer coisa entre o free-jazz, o pós-hardcore e o noise, a dupla, já com dois discos no bolso, tem vindo a dinamitar as noções mais-ou-menos pré-feitas da herança musical afro-americana, refletindo de forma explosiva as tensões e bagagens históricas indissociáveis da comunidade. Prazer imenso em receber um show da banda na sua primeira vinda ao país.

Inês Malheiro é uma bracarense que emergiu fulgurante no último ano com os maravilhosos “Deusa Náusea” e “Liquify, Spread and Float”, discos que reflectem uma visão simultaneamente consolidada e aberta, em que todos os caminhos parecem ainda possíveis nas múltiplas intersecções entre o rock, o glitch, o jazz e qualquer coisa que ainda pode ser canção e ainda pode ser pop. Espelho fascinante da Era que é todas-as-coisas-ao-mesmo-tempo, no que de bom isto possa significar, portas abertas à estreia barreirense desta promessa mais que certa.

Leonor Arnaut & Ricardo Martins

Apresentação (até agora) rara deste duo que junta Leonor Arnaut – jovem e super talentosa vocalista de formação clássica e jazz cujo percurso, apesar da tenra idade, já revela trabalho com gente como Norberto Lobo e Yaw Tembe – a Ricardo Martins, veterano (já se pode dizer) baterista e multifacetado artista que, tendo obtido tão cedo a imortalidade com os Lobster, vem desde há mais de uma década a trilhar um percurso em nome próprio cada vez mais rico e diversificado, entre múltiplas configuração de bateria solo e colaborações em projetos como Bruxas/Cobras e Algumacena ou a integrar lendas como os Pop Dell’Arte, entre tantos outros exemplos possíveis.

 

Leonor e Ricardo editaram, em 2022, o intrigante e belo disco “Breathing Waterline”, feito de recursos mínimos: voz, sintetizador modular, alguma percussão e processamento juntos para um dos lançamentos mais merecedores do epíteto “ovni” aqui nos últimos anos pelo rectângulo. Os prazeres do Som e da descoberta estão aqui.

 

Após o concerto, DJ set a cargo do bejense mais barreirense da atualidade, Vítor Domingos.

Alan Courtis & Os Heróis Indianos Romanos Africanos

Sete anos (!) desde a primeira e revolucionária vinda do músico, explorador sonoro e pedagogo argentino Alan Courtis ao Barreiro – para trabalhar criativamente com mais de uma dezena de utentes da Associação NÓS – que entretanto já conhecemos como os “We2” e agora definitivamente como os “Heróis Indianos Romanos Africanos”, e três anos depois da última vinda (cujo maravilhoso concerto, em inícios de pandemia, está disponível na íntegra aqui) regressamos com o maior dos prazeres a este trabalho que se prova, ano após ano, como confirmação do poder transformador da música e a sua capacidade para promover a capacitação, a autonomia e a livre-expressão.

Coadjuvados pelos músicos Bernardo Álvares e Leonardo Bindilatti, Alan Courtis e os “Heróis” voltam a juntar-se para uma semana de criação que culmina numa nova apresentação ao vivo, na Biblioteca Municipal do Barreiro, onde, sobre a música a esperar, pouco se pode dizer – mais do que género ou estilo, é a personalidade de cada elemento e a identidade colectiva criada durante este workshop que certamente se fará ouvir; será seguro especular sobre poesia sonora, psicadelismo, free folk, hinos de futebol adaptados –  mas é escusado agarrar-mo-nos a rótulos e géneros quando a música será, acima de tudo e certamente, intensamente livre e inigualavelmente pessoal.

Noite da Raposa ######

Está de regresso a Noite da Raposa, espaço de imersão e desafio de emergentes nas electrónicas e além: dois palcos na Sala Oficina da ADAO, concertos curtos e quase sem pausas que se vão revezando, noite para desencontros dos bons e arranque oficial de um ano (é quando um Homem quiser, também) que se quer feliz.

Esta Raposa cardinal Meia-Dúzia traz-nos, desta vez, o vale-tudo mágico das ZIMA, duo de Sara Zita Correia e Marta Ramos que vem encantando desde o seu trabalho na Bolsa de Criação OUT.RA em 2020; as explorações de guitarra ritual de ZARYA, artista multidisciplinar que tem feito de Lisboa a sua casa; a electrónica para combater “o aborrecimento de viver no campo” da caldense SUPPERMINER; os loops instrumentais swingados com alma do angolano OSEIAS; a exaltação do house e a ligação óbvia (?) entre Detroit, Chicago e o Barreiro (pista: fábricas e vento) pelas mãos de Mel das Peras e Thep aka THE WORLD ACCORDING TO MEL & THEP e, last but definitely not least, a violenta mas beatífica massagem harsh noise de SHIKABALA (que também é Aires e também é membro de Peak Bleak e Fashion Eternal).

Pedro Alves Sousa em residência artística no AMAC

Ao longo da última semana temos acolhido no Barreiro o saxofonista e compositor extraordinaire Pedro Alves Sousa, em residência artística no Auditório Municipal Augusto Cabrita, onde o músico tem vindo a trabalhar e avançar na sua ópera/instalação/performance “A Vaia Viva”, adaptação sua do conto “Las babas del diablo”, de Julio Cortázar.

Nesta residência o foco principal está centrado no desenvolvimento da composição sonora com recurso a amplificadores e máquinas de bobine (reel-to-reel), e no domingo, dia 27, convidamos todos para uma apresentação do trabalho até agora realizado, em jeito de ensaio aberto, na sala de trabalho utilizada pelo músico, bem nos interstícios do AMAC.

A entrada é livre, e o público deve dirigir-se ao átrio principal do Auditório, pelas 17h, para que em grupo nos possamos dirigir, por escadarias e corredores meio secretos, ao encontro do músico.

Spot da Juventude 2022

ENTRADA LIVRE

Está de volta o SPOT da Juventude nas Festas do Barreiro! De 12 a 21 de Agosto, vão ser dez dias de concertos das mais interessantes, contemporâneas e diversas manifestações alternativas. Festas da cidade há em todo o país, mas o SPOT é no Barreiro!

O SPOT da Juventude é um trabalho conjunto da OUT.RA, ADAO, Gasoline, Hey Pachuco e da Câmara Municipal do Barreiro.

 

Sexta 12

Evento Facebook

23h00-24h00 – Chica

 

24h00-01h00 – Pás de Problème

 

01h00-02h00 – George Silver (dj set)

 

Sábado 13

Evento Facebook

23h00-24h00 – Maria Reis

 

24h00-01h00 – Cíntia

 

01h00-02h00 – DJ Dadda

 

Domingo 14 (Gasoline)

Evento Facebook

23h00-24h00 – Sunflowers

 

24h00-01h00 – Hetta

 

01h00-02h00 – Yara Punzel (dj set)

 

Segunda 15

Evento Facebook

23h00-24h00 – Walter Walter

 

Terça 16

Evento Facebook

23h00-24h00 – Calamar

 

24h00-01h00 – Real Guns

 

Quarta 17

Evento Facebook

23h00-24h00 – Diáspora

 

24h00-01h00 – Mindel Reggae Family Sound System

Quinta 18

Evento Facebook

23h00-24h00 – Rabu Mazda

 

24h00-01h00 – DJ Jayson Chayzz (dj set)

 

Sexta 19

Evento Facebook

23h00-24h00 – Chillin & Killin

Sábado 20

Evento Facebook

23h00-24h00 – As Docinhas

 

24h00-01h00 – Cookie Jane

 

01h00-02h00 – Phoebe (dj set)

 

Domingo 21

Evento Facebook

23h00-24h00 – África Negra

Revelada a programação do Spot da Juventude

Está de volta o SPOT da Juventude nas Festas do Barreiro! De 12 a 21 de Agosto, vão ser dez dias de concertos das mais interessantes, contemporâneas e diversas manifestações alternativas. Festas da cidade há em todo o país, mas o SPOT é no Barreiro! Podem conferir a programação completa aqui.

O SPOT da Juventude é um trabalho conjunto da OUT.RA, ADAO, Gasoline, Hey Pachuco e da Câmara Municipal do Barreiro.

OUT.RA na FOME

No próximo sábado, dia 14, é lançado o IV número da revista FOME, um projecto de particular interesse alicerçado em dois conceitos primordiais – galeria em papel e underground acessível, num modelo de publicação que opera como veículo à exposição de trabalhos artísticos originais, sem excluir a matéria textual e a reflexão.

Para o seu IV número, desafiaram a OUT.RA a contar parte da sua história num suporte visual, e após aceitarmos o repto participamos com quatro páginas de colagens que mostram o nosso lado mais informal, alicerçado nas relações humanas e na vivência quotidiana dos espaços do Barreiro.

O lançamento tem lugar em Setúbal, na belíssima Casa da Avenida, e deixamos o convite a todos para aparecer e adquirir um exemplar.

Mais informações aqui.

Entretanto, relembramos que estão à venda no Posto de Turismo do Barreiro e na Locomotiva os bilhetes para a nossa última programação do ano – e que programação: os portuenses 10 000 Russos descem ao Barreiro para um concerto de apresentação do seu maravilhoso álbum “Kompromat”, acabado de editar e de rodar por mais de 50 concertos em terras europeias e americanas. A primeira parte está a cargo do Miguel Abras, a animação sonora é do Xamã Roque. Marquem o dia 20 de Dezembro no calendário!

Mais sobre o concerto aqui.

OUT.RA nas Festas do Barreiro

A partir de hoje, dia 9, e até domingo, dia 18, a OUT.RA está presente nas Festas do Barreiro. Co-programamos o fantástico programa do SPOT da Juventude (vejam em detalhe aqui) e dinamizaremos, pela primeira vez, um stand na Barrind – a histórica mostra empresarial e associativa que nos habituámos a ver associada às Festas desde pequenos.
 
No stand da OUT.RA daremos amplo destaque ao 16º OUT.FEST, com um vídeo que recapitula momentos históricos do festival e apresenta os nomes da edição que se aproxima; será possível adquirir passes globais para o festival, bem como os primeiros exemplares do merchandising deste ano – passem por lá, todos os dias das 20h às 00h e aproveitem para sacar uns brindes!
 
Vemo-nos por lá!

Entrevista a Ricardo Martins

Tivemos a oportunidade de falar com o Ricardo Martins antes do seu concerto na ADAO no passado dia 9 de Fevereiro de 2019 sobre o seu primeiro trabalho a solo, “Furacão”, bem como o seu percurso passado e futuro na música Portuguesa e internacional.

(foto cortesia da Vera Marmelo)

O “Furacão” é a tua estreia a solo, e as músicas que o integram foram lançadas uma a uma ao longo de um ano na editora londrina Jeff. Como foi este processo, e o que te levou a esta aventura depois de tantos anos de música?

Na verdade isto começou em 2014, a partir de umas experiências que viviam muito de improvisação e que curiosamente começaram aqui no Barreiro, num concerto que dei por cá (nota do editor: no OUT.FEST 2019). Depois ficou-me assim o bichinho de fazer alguma coisa a solo, mas com tantas bandas e tanta coisa a acontecer foi difícil concretizar. Quando voltei de Barcelona (onde vivi uns anos) comecei a tocar outra vez com malta de cá, estava sempre a fazer musica e queria sempre a produzir, e às vezes o pessoal não conseguia ter a mesma disponibilidade de tempo, por isso eu dava por mim e ficava muitas horas no estúdio sem estar a partilhar esse momento de fazer música com outra pessoa, que é mais ou menos o que eu faço, mais do que tocar – nunca tive muito aquela onda de ir tocar sozinho e praticar, preferia ensaiar com pessoal todas as semanas. E então comecei a pensar em fazer uma coisa a solo, mas ao mesmo tempo tinha a certeza que não conseguia ter a disciplina para fazer um disco – acho que ainda estaria a acaba-lo agora se não tivesse arranjado essa forma de me “enganar”: fiz uma música por mês, lancei-as, e no final do ano tinha um 12 polegadas – foi mais ou menos isso o que aconteceu. O disco depois demorou um bocadinho mais a sair, mas foi por aí. E acabei por descobrir outras coisas nesta lógica de música a solo de que gosto e que até se calhar me mostrou que eu consigo fazer coisas a solo com uma disciplina que eu pensava que não era capaz de ter.

Como é que surgiu essa tua ligação com a Jeff?

O pessoal da Jeff é pessoal amigo, eles tinham este projecto e eu toquei nalguns concertos que eles organizavam em Londres, e quando surgiu esta ideia eles curtiram e quiseram estar envolvidos – não só com a edição mas também com os textos que vinham com as músicas todos os meses. Ganhámos ali equipa também, que era o que eu também queria, não me sentir isolado – apesar de ser uma cena a solo queria trabalhar sempre com outras pessoas.

Já levas uns bons 15 anos a fazer música de forma pública em Portugal – pensavas há 15 anos estar neste ponto? Imaginavas um panorama a nível nacional diferente do que agora temos?

Pá, eu acho que não imaginava nada… (risos) Para mim era um bocado aquela altura em que tu queres fazer música, queres aprender, queres fazer mais, uma coisa que sempre me aconteceu for nunca estar contente com nada, e querer fazer mais bandas diferentes, explorar novas linguagens… Foi um bocadinho isso, não havia objectivo nenhum, mas sabia que da forma que estava a sentir música na altura que não iria conseguir deixar de fazer música para fazer outra coisa qualquer. Mas também sempre achei que ia ter um bocadinho a lógica de ter dois planos paralelos a funcionar, porque também sinto ao mesmo tempo que não consigo fazer só música, entro demasiado na minha cabeça…. mas descobri também o design gráfico, fazer coisas com imagem, e acho que assim tenho duas coisas que vão equilibrando a balança.

Fazes ou fizeste parte de muitos e grandes nomes da música Portuguesa: Lobster, Adorno, I Had Plans, Cangarra, Jibóia, Pop Dell’Arte, Papaya, Bruxas / Cobras… Ao longo desse teu percurso, que momentos te marcaram particularmente (concertos, gravações, momentos na estrada, etc)?

Há montes de momentos – acima de tudo só faço música com pessoal de quem eu gosto, amigos, ou pessoal cujo trabalho admiro e os quais desafio para fazer qualquer coisa – começa tudo por aí. As tours marcaram-me muito e acho que me ensinaram muita coisa, havia uma altura que fazíamos duas, três por ano, e isso foi um ritmo brutal… mas é difícil particularizar um momento ou uma fase…acho que o início em qualquer projecto é super bonito porque estás a começar e a descobrir coisas, tens aquela inocência, fazes montes de coisas mal…às vezes tenho saudade de fazer aquelas coisas mal, de estar à procura e ver que não é por ali, tudo isso.

O que se segue para ti, musicalmente falando? Tencionas fazer mais música a solo no futuro próximo?

Há um sete polegadas a sair agora, para aí em Maio, e a lógica é ser o oposto do Furacão: o Furacão era bateria e ideofones, não usava tudo aquilo que estou a usar agora – pitch shifters, delays, modulares, synths… agora tenho essa vontade de embarcar um bocadinho por aí. Isso é o que vem agora – já está composto, só falta gravar. Também estou a escrever uma peça para oito baterias, que vai acontecer num festival em Junho. Trabalhar nessa lógica de escrever para oito pessoas era uma coisa que eu também já queria fazer há muito tempo, e espero que venham mais projectos desses, que é uma cena que me dá muita pica. E queria fazer mais projectos a solo, experimentar coisas com que não estou muito confortável… acho que a lógica de trabalhar a solo é um bocado essa, para mim trabalhar a solo é um pânico, enquanto quando eu estou a tocar em banda sinto-me à vontade, estás lá atrás, estás protegido de alguma forma. Tocar a solo não, é um terror, nos dias anteriores não dormes…tenho o pacote completo. Mas por outro lado, depois quando as coisas acabam sentes que ultrapassaste alguma coisa ou conquistaste algo que é só teu, e embora eu nunca queira deixar de tocar em banda, tenho essa vontade de fazer mais coisas e coisas diferentes. Eu estava a falar com um amigo meu com quem toquei em Barcelona e ele disse-me uma coisa que eu acho que é assim uma caricatura, mas que é: pior que tocar a solo e ensaiar a solo, só tocar com gente e ensaiar com gente, e embora eu não ponha as coisas nessa lógica sinto que embora tocar com gente seja assim um monstro, porque tens montes de coisas para perceber e aprender, é uma partilha que exige de ti, tocar a solo é um monstro diferente, és mais tu na tua cabeça. É uma luta fixe, é uma luta na mesma.

Falaste da utilização de sintetizadores no teu próximo disco – como é que os integras as eles e outras fontes sonoras no teu trabalho como baterista?

Eu estou sempre a tocar bateria, posso é tocar outras coisas ao mesmo tempo. Isto começou muito por usar uma SP404, um sampler que eu usava para entrar num mundo sonoro diferente enquanto tocava, soltar um sub-grave interessante, ou o que fosse, e isso também fez-me pensar doutra forma, fez-me tocar mais e experimentar com teclas. Acho que está mesmo na altura de tentar fazer isso mais e mais, e os concertos a solo também servem para isso, para experimentar coisas, acaba por ser um laboratório. Estou mais interessado em passar por essa experiência do que propriamente entregar uma coisa super polida e acabadinha. Tenho tido essa vontade de explorar, e há uma coisa que convém referir – eu comecei a fazer música para teatro há dois, três anos, e primeiro começava muito pela bateria, mas depois a certa altura comecei a produzir música gravada que depois era disparada, e essa já tem muitos sintetizadores, e arranjos para outros instrumentos que não a bateria, e por isso estava muito na onda de explorar isso na minha música a solo.

 

10 anos de OUT.RA – a nova identidade visual

Olá a todos
 
Neste mês de celebração dos 10 anos da OUT.RA (não esquecer o concerto comemorativo com os Black Bombaim, no dia 19), revelamos também a nova identidade visual da associação, criada pelo designer José Mendes, que aceitou explicar o processo criativo que deu origem ao novo logótipo e imagem – que já se fez sentir também na identidade visual do último OUT.FEST:
 
O redesenho do logótipo da OUT.RA nasce na intenção da associação cultural querer vincar esta mudança com a data comemorativa dos 10 anos da sua fundação e os 15 anos do OUT.FEST.
 
Mais do que um logótipo, procurei um sistema de identidade visual baseado no elemento distintivo que a OUT.RA e o OUT.FEST têm usado na sua identidade, o ponto final. Não como um fim, mas sim como um interface, uma ponte, que liga e procura out.ra coisa. 
 
 
Esta característica é potenciada na nova identidade visual, e aliada à narrativa experimental que norteia a associação o ponto dá lugar a exercícios formais, mutáveis.
 
Uma forma por ano, pensada e desenhada para ser mutável no eixo de X e Y, servindo assim as várias aplicações do logótipo em espaços de variáveis proporções. Todas estas variações do desenho do logótipo serão programadas numa fonte tipográfica anual, para facilitar a sua utilização.”
 
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