Novembro: Lançamento do novo album de Floresta Oblíqua n’Os Franceses / ZZY na primeira parte

Regressamos aos concertos por entre a continuação de um período incerto, desta vez para apresentar o novo lançamento de FLORESTA OBLÍQUA, entidade lisboeta que nos últimos dois anos se afirmou como mais uma das boas descobertas do cada vez mais rico panorama da experimentação electrónica modular no país.

Será no sábado, dia 7 de Novembro, em modo matinée no charmoso salão de dança da SDUB “Os Franceses”, com a primeira parte a cargo do barreirense ZZY, que editou nos últimos 12 meses dois belíssimos discos: “Plastic Jazz” e “Disorder”.

A lotação é limitada a 40 pessoas, com as regras de distanciamento e higienização necessárias e o uso obrigatório de máscara. Os bilhetes, a 5€ (geral) ou 2,5€ (sub-25) podem ser adquiridos via BOL em https://outra.bol.pt/ e lojas habituais (Fnac, Worten, CTT).

Este ano não há OUT.FEST

Não é surpresa, mas é necessário dizê-lo: este ano não haverá OUT.FEST. Pensámos, ao longo dos últimos meses, de que forma poderia fazer sentido erigir um festival no ano mais imprevisível que atravessámos até hoje; e mesmo observando e admirando bons exemplos e possíveis reinvenções de formato um pouco por todo o mundo, concluímos que seria impossível manter o carácter cada vez mais aberto, participativo e inclusivo que temos vindo a perseguir, manter aquilo que é único ao OUT.FEST. A imersão na cidade, a deambulação, o encontro e a partilha que precisam – todos eles – de presença física para acontecer.
Estamos já totalmente em modo OUT.FEST 2021, portanto, preparando-nos para navegar na imprevisibilidade, claro, mas também firmemente sonhando que será possível retomar a viagem num porto mais próximo daquele em que nos encontrámos pela última vez. Até lá!
foto: Davy Kehoe por Vera Marmelo @ OUT.FEST 2019

“Aerossol” de Joana da Conceição, este sábado no PADA Studios

Finalizado (e com chave de ouro!) o Ciclo Paz & Amizade, voltamos à carga este sábado com a inauguração da exposição ‘Aerossol’, da artista plástica e multimédia Joana da Conceição (que conhecemos, musicalmente, dos Tropa Macaca e, mais recentemente, do concerto ‘Toda Matéria’ no OUT.FEST 2018).

« ‘Aerossol’ partiu do tema com o mesmo nome dos Tropa Macaca (um dos mais longevos e celebrados duos da música experimental nacional), um inédito que integra a exposição. Como uma mão que lança os búzios, ou um fantasma viajando metros à frente da sua própria forma, a música iluminou Joana da Conceição na preparação desta exposição, que reúne trabalho dos últimos três anos. São pinturas de alturas e larguras variáveis, apresentadas numa grande composição de proporções e volumes intelectualmente sensualista, fisicamente livre, inspirada pela transiência, pela erosão e pela criação, e animada pela companhia e pelos encontros que os seres vivos partilham entre si e com as coisas.»

A exposição é de entrada livre, e visitável entre as 15h e as 20h deste sábado, 26, ficando depois patente até 17 de Outubro, com visitas entre as 12h-17h.

Ao longo de toda a tarde decorrem várias iniciativas em diversos espaços do Parque Empresarial da Baía do Tejo, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.

O regresso dos concertos ao Barreiro

Anunciamos hoje o ciclo “Paz & Amizade”, que em quatro sábados entre 29 de Agosto e 19 de Setembro trará ao Barreiro concertos de Vaiapraia, Lula Pena, Rodrigo Amado com Ricardo Toscano, João Lencastre e Hernâni Faustino, bem como uma apresentação inédita do músico local Fast Eddie Nelson, desafiado pela organização a montar um espectáculo em redor dos Pink Floyd – “Entre Barrett e a Lua” (dia 19 de Setembro), como o próprio nome indica, explorará o legado mais expansivo do quarteto britânico, centrado nos seus lançamentos após a partida do fundador Syd Barrett e antes do sucesso massivo de “Dark Side of the Moon”.

Antes, a 29 de Agosto, cabe aos Vaiapraia a abertura deste ciclo de espectáculos, com o recente e muito elogiado disco “100% Carisma” na bagagem; a 5 de Setembro apresenta-se a idiossincrática cantautora Lula Pena, de regresso de uma mini-digressão italiana, e a 12 de Setembro é a vez de um quarteto que tem sido responsável por uma muito aguardada confluência entre correntes do jazz tantas vezes de costas voltadas, juntando aqueles que são os mais celebrados saxofonistas nacionais (Rodrigo Amado e Ricardo Toscano) à bateria de João Lencastre e ao contrabaixo de Hernâni Faustino.

Os concertos realizar-se-ão sempre ao final da tarde (18h30), no Anfiteatro ao Ar Livre situado no Parque Paz e Amizade, um espaço pouco utilizado mas cuja inauguração remonta já a 1983, sendo que o seu nome provém das jornadas realizadas no Verão desse ano, na Checoslováquia, contra a proliferação de armas nucleares.

Os bilhetes, ao preço de 5€ (ou 2,5€ para menores de 25 anos) já se encontram à venda via outra.bol.pt e pontos de venda associados, sendo a sua compra antecipada fortemente recomendada face às normas decorrentes das recomendações da DGS. Pela mesma razão, a higienização das mãos e o uso de máscara no local serão obrigatórias, estando a lotação condicionada à distância entre lugares actualmente aplicável.

O regresso da música ao vivo acontece, no entanto, um dia antes do início do Ciclo Paz & Amizade, com a apresentação, no dia 28 de Agosto, das recipientes de uma das três bolsas de criação atribuídas pela OUT.RA em 2020: “Nuvem de Pó” é o primeiro dos vários momentos públicos apontados para o trabalho das ZIMA (Sara Zita Correia e Marta Ramos), duas criadoras cujo background assenta na dança e na performance que se propuseram a investir na pesquisa do som como meio complementar e não-académico de auto-descoberta. O espectáculo acontecerá na SDUB “Os Franceses”, pelas 21h30, com entrada livre sujeita ao limite da lotação e também de acordo com as normas da DGS.

EM REDE II, de 28 de Junho a 2 de Julho

O festival online EM REDE regressa para uma segunda edição que contribui, uma vez mais, para pintar o retrato musical do Barreiro nos tempos que correm.

Após uma primeira edição com actuações a solo de 18 artistas, gravadas a partir das suas casas, o EM REDE responde aos tempos de desconfinamento controlado actuais e foca-se agora, quase em exclusivo, em actuações de grupos e colectivos captadas na emblemática ADAO, com 10 concertos a emitir ao longo de cinco dias – entre 28 de Junho – Dia da Cidade do Barreiro – e 2 de Junho, sempre às 21h30 no canal de youtube do Município.

O alinhamento proposto nestes cinco dias, realizados novamente através de uma parceria entre a OUT.RA e o Municipio, aprofunda ainda mais a diversidade estética da música feita na e com ligações à cidade, pondo em cena o garage-rock, o heavy-metal, o hip-hop, o cotxi-po ou o jazz, contando com a presença de consagrados como General D, Nídia e Pista e nomes emergentes que vão extravasando as fronteiras do Concelho como Rafa G ou B2R.

Com sempre, e apesar do acesso gratuito, fica o repto para que considerem apoiar os artistas adquirindo os seus discos, músicas e merchandise através dos links colocados para os seus canais online.

Os horários e a programação diária podem ser consultados abaixo.

 

Alinhamento

Dia 28 de Junho

21h30. B2R

22h00. The Brooms

Dia 29 de Junho

21h30. Monkey Cage

22h00. New Mecanica

Dia 30 de Junho

21h30. Scorpions

22h00. General D

Dia 1 de Julho
21h30. Pista

22h00. Otavinho

Dia 2 de Julho

21h30. Rafa G

22h00. Nídia

 

Os artistas


Dia 28 de Junho

B2R

Coletivo de rappers e produtores do Barreiro, formado na década que agora finda, com epicentro na Quinta da Amoreira (Alto do Seixalinho), ativo nos cruzamentos tão actuais do trap, drill e apontamentos de afro-house e lírica preocupada com a sua (nossa) realidade. A par de toda a relevância do trabalho que têm, os seus vídeos lançam uma nova perspectiva sobre partes e quotidianos diferentes da cidade. 

THE BROOMS

Nascidos “das cinzas” dos The Sullens, uma das instituições do garage rock na cidade, os The Brooms são um quinteto que vive à altura da promessa eterna de energia, eletricidade, vertigem e hipnose. Fuzz, Vox, Beat & Groove!

 


Dia 28 de Junho

 

MONKEY CAGE

Quarteto que trilha os caminhos imaginários que vão dos Black Sabbath aos Pixies, com passagem pelas estações Kyuss e Queens of the Stone Age. Lançaram já este ano o álbum “Be Well”, o segundo na sua discografia.

 

NEW MECANICA

Já com três álbuns lançados para o mundo numa carreira com mais de uma década (o último dos quais, ‘Vehement’, com edição da italiana Wormhole Death Records e distribuição na Europa, Estados Unidos e Japão), os New Mecanica, quinteto de músicos barreirenses com um largo historial em vários projectos desde os anos 90, carregam a tocha do metal coeso, pujante e socialmente atento.

 


Dia 30 de Junho

 

SCORPIONS

Depois da cassete “Roice Cosmos”, o trio Scorpions, numa evolução contínua partindo da improvisação para a composição cósmica, mostra no EM REDE duas novas composições: ‘Tubolata’ e ‘Santander’. 

 

GENERAL D

Pioneiro do rap em Portugal, cidadão do mundo mas também em várias ocasiões da área urbana do Barreiro, General D apresenta-nos os clássicos ‘Black Magik Woman’ e ‘África Nossa’, bem como ‘Zombie’, tema de um próximo álbum a sair em 2021 que, nas palavras do próprio, “foca-se na forma como as redes sociais vieram alterar a dinâmica de relacionamento entre as populações.”

 


Dia 1 de Julho

 

PISTA

Na génese desta banda do Barreiro estavam as bicicletas e a música, mas a pedalada agora é outra. É rock tropical e bem-disposto, uma comemoração que promete levar o calor do Verão ao resto das estações do ano. Depois do lançamento do EP (“Pista”) e do álbum de estreia,“Bamboleio”, renovam o interesse pela sua sonoridade com um novo álbum que promete voos cada vez maiores: Ocreza.

 

OTAVINHO

Otavinho é parte de toda uma nova geração de afro-descendentes bem ligados às suas origens, a continuar as histórias e vivências suas por herança, injectando-as de vida contínua. Renova e simultaneamente continua a tradição – neste caso a do funaná que vira um cotxi po – e irradia felicidade, mesmo quando chora as tristezas.

 


Dia 2 de Julho

 

RAFA G

Do Vale da Amoreira para o mundo, Rafa G é uma das mais fulgurantes revelações dos últimos dois anos na música verdadeiramente urbana em Portugal – “Correria”, um dos primeiros temas lançados através do youtube e já um clássico por mérito próprio, conta, ao dia de hoje, com mais de 4 milhões de visualizações e uma influência brutal na narrativa de tantas das vivências de bairros periféricos pelo país. Acaba de lançar o seu primeiro documento discográfico com edição física, que conta com participações de figuras como Deejay Telio, Minguito e Kappa Jotta entre muitos outros.

 

NÍDIA

Produtora de apenas 23 anos e já um dos grandes exportadores da nova música portuguesa – é impressionante o destaque dado aos seus três (!) novos lançamentos de 2020 na imprensa de todo o mundo (incluíndo por exemplo o New York Times). Estreou-se na importante editora Príncipe já em 2015 e desde então tem percorrido o mundo em actuações e colaborações com gente como Kelsey Lu, Lafawndah e Mica Live. Ganhou entrentanto um Grammi (o equivalente da indústria musical sueca aos Grammys) pela produção de um tema da estrela sueca Fever Ray.

 

Entrevista – Clothilde e HOBO

Clothilde é o alter-ego musical de Sofia Mestre, colorista, fotógrafa, desenhadora e não só, que se encontrou enquanto música na viragem para os 40. Trabalha a partir da herança de pós-minimalistas, improvisadoras e compositoras de mente aberta, como Pauline Oliveros, Maryanne Amacher, Daphne Oram, Eliane Radigue ou Delia Derbyshire, para criar a partir de bases electrónicas modulares – tecnologia feita pelo seu companheiro Zé, aka HOBO -, novas paisagens e realidades emocionais e estéticas. Em Outubro de 2018, durante a edição do OUT.FEST desse ano, onde testemunhamos uma bela actuação da artista na Escola de Jazz do Barreiro, o Alexandre Ribeiro e o Vasco Completo tiveram a oportunidade de ter uma curta conversa com os dois – Clothilde e HOBO – sobre o sistema electrónico único que usam e as suas origens, bem como o despertar de Clothilde para a criação músical.

Quando é que começaste a construir este tipo de máquinas?

HOBO: Comecei a pensar nisto aí há uns seis, sete anos. Na altura andava a fazer umas máquinas em cartão (sempre usei os materiais que tinha à mão para fazer coisas) e no meio das buscas de materiais para usar fui a casa do meu pai, que foi rádio montador na Guiné durante a guerra do ultramar, e ele tinha lá uma breadboard e mais uns chips e outras coisinhas que me disse para levar. Eu pus aquilo no saco e ficou numa gaveta durante para aí um ano, até depois tropeçar numa coisa qualquer que me lembrou que tinha aquilo por casa. Depois comecei a construir coisas, primeiro um amplificador numa caixa de Scotch-Brite, uma coisa muito básica, e fui expandindo a partir dai. Comecei a pensar, “Ok, quero que o som saia para algum lado, por isso preciso de um amplificador”. Foi o passo número um. Passo número dois: “temos de fazer uns osciladores, vamos a isso”. A partir dai foi sempre a crescer, continuei a pesquisar, ver o que já foi feito e o que conseguia fazer de diferente. Hoje com a internet consegues dar passos gigantes com as coisas – dantes era muito mais complicado, a informação estava só em livros, mas agora fazes uma buscazinha, fica mais ou menos explicito o que tens que fazer, e depois a partir do que já está feito é andar para trás, explorar a ficha técnica do chip, e partir dai para criar as tuas próprias coisas. O processo tem sido um bocado assim, autodidata e sem grandes pretensiosismos, fazer a coisa porque me dá prazer.

No caso específico destas máquinas que a “maquinista” usa, podes explicar-nos melhor como funcionam?

CLOTHILDE: São muitas…

H: Não as trouxemos todas…estão ali umas dez, mais uns teclados, e no total já devemos ter umas 20…a ideia é que cada uma das maquinas possa ser usada independentemente e produzir som, quase como um sistema modular, mas não completamente, porque no modular tens que levar a tralha toda atrás e aqui se quiser levar só uma máquina posso mete-la debaixo do braço e leva-la comigo, e fazer o output do sinal ou diretamente por jack ou então com um jack banana para poder mandar o som para outro lado qualquer. Queria que fosse sempre muito versátil, para poder tocar tanto com uma, ou com duas, ou com tudo….

C: Foi curioso porque só agora é que podemos tocar juntos – dantes não tínhamos máquinas suficientes para tocar os dois. Eu toco sozinha muito fruto disso – ele tem um projeto com um amigo em que também usa estas máquinas e se tocássemos os dois ao mesmo tempo íamos “desfazer-nos” um ao outro, porque para conseguir certos sons é necessário que elas estejam ligadas entre si, para modular, filtrar, whatever. Mas agora já conseguimos, e o próximo passo é começarmos também a ter um projecto e a tocar juntos.

Como começou esta tua atividade enquanto música?

C: Eu sempre adorei música, mas nunca pretendi fazer música, nunca desejei isto – propuseram-me, porque sabiam que eu tocava com ele [HOBO], e aconteceu. Nós temos uma casa no Meco com amigos, para descansar, e ele levava as máquinas e ficávamos ali a brincar, mas sem pretensão qualquer de chegar a vir a tocar um dia…

Sou amiga da Sonja da Labareda, por quem eu lancei o álbum, há muitíssimos anos e ela conhece-me muito bem – melhor que eu própria pelos vistos – e desafiou-me a fazer alguma coisa, e eu fiquei tipo “tás doida…eu?” Nunca foi algo que tivesse desejado antes sequer, mas acabei por ficar a pensar que não podia ficar a vida toda a pensar nisso e foi assim…

Lançaste recentemente o teu primeiro LP, o “Twitcher”… o teu percurso tem alguma coisa a ver com a música?

C: Nada.

Podes falar um pouco sobre isso?

C: Eu sou fanática por música, sempre fui, desde pequenina – quando a minha mãe punha alguma coisa que eu não gostava a dar eu desatava a chorar. Isto é verdade! Mas eu nunca trabalhei em música.

O meu avô era o baterista de uma banda fabulosa de jazz nos anos vinte, a minha mãe esforçou-se imenso para eu estudar música (ela queria estudar música quando era mais nova e ele não deixou porque ela era menina), o meu tio toca tudo…isto está lá, afinal.

Eu trabalhei muitos anos em publicidade e cinema, fui colorista, gosto de desenhar, fotografar, agora estou a montar um projeto com amigas que ainda estamos a ver o que é que vai dar…Mas isto… Fiz o “Birdwatching”, que foi para isso que a Sonja me desafiou, para uma compilação, foi ai que eu disse “epá…olha, vou dedicar-me e ver, prometo que não te vou deixar ficar mal, nem que eu me mate”, que eu sou um bocadinho exigente comigo própria, demasiado até. E depois ela veio-me com a história do álbum, e eu ai fiquei um bocado “afinal já não é só uma…” mas já tinha passado a barreira, já tinha tocado a primeira vez no Damas… Não tive meio termo, fiz o “Birdwatching”, toco a primeira vez no Damas, a segunda no Lounge, a terceira no Walk&Talk dos Açores, depois na ZDB, eu já só dizia “Poça, já só falta o Maria Matos” (risos) Não sei o que aconteceu, eu não estava a espera, mas eu sei que tenho ouvido, sei que as coisas estão aqui. Eu não conto os tempos, eu sinto, é uma vida inteira a ouvir música e com muita paixão, eu acho que é isso. Fiz o álbum (fizemos o lançamento a 25 de Maio) e estranhamente saiu bem! Eu fiquei muito contente, não sabia o que ia sair…

Como foi a receção?

C: Está a ser uma loucura, eu não tenho vida para ser artista…(risos) não tenho tempo…Só o mês passado dei três concertos, no Festival Exquisito no dia 13, no dia 15 estava em Santiago de Compostela no WOS, no dia 22 foi no Porto no Passos Manuel. Essa última foi uma noite organizada pela Fungo, em que o Zé tocou com o Marco (o Citizen:Kane), porque não dava para tocarmos os dois, mais o Nuno Patrício e o Nicolai que são DJs da Fungo, tocamos todos, e agora estou aqui. E já tenho várias coisas para responder, entretanto…até para 2020, e eu fico muito nervosa com estas coisas, não sei se estarei viva sequer (risos). Mas é um projecto super interessante mesmo, é uma peça de teatro e acho que tem tudo a ver com a minha cabeça.

Noite da Raposa IV – 6 de Junho, 21h30, online

Está de regresso uma das noites tradicionalmente mais ecléticas da nossa programação regular – A Noite da Raposa – que como habitualmente junta novos criadores locais e regionais (e também nesta ocasião internacionais) nas áreas da música electrónica dançante, da síntese modular, da composição contemporânea (particular entusiasmo deste lado por esta noite incluir a interpretação de uma peça do grande compositor Jorge Peixinho, por exemplo), da ambient music e tudo o que estiver pelo meio.

Originalmente pensada para o início de Maio, e no seu “habitat natural” da ADAO, realiza-se desta vez em formato online, com transmissão no canal youtube da OUT.RA, mantendo no entanto o alinhamento originalmente pensado de CARINCUR, ONDNESS, PHILIPPE TROVÃO, RABU MAZDA e SPELLCASTER. Podem conhecer melhor estes nomes aqui.

O acesso à transmissão é gratuito, mas a OUT.RA aceita e agradece donativos de qualquer montante via paypal através do link www.paypal.me/OUTRABarreiro (destes donativos NÃO dependerá a remuneração dos artistas convidados).

Viegas – Entrevista

Parte do impressionante colectivo mina, participante nas festas Rabbit Hole e já de há tempo parte da Rádio Quântica, Viegas é um artista e DJ barreirense que fez parte da noite de encerramento do OUT.FEST 2019 no espaço A4. Antes do festival tivemos a oportunidade de conversar com ele sobre o seu percurso artistico, e a sua actividade nos colectivos que integra numa entrevista que agora divulgamos.

Como e quando descobriste o techno e a música eletrónica de club?

Em 2014 passei uns meses fora de Portugal, em Barcelona, e a forma que encontrei de criar relações (com a cidade e conhecer pessoas) foi a sair à noite. O River Dealer do Burial tinha sido lançado há pouco tempo e esse EP foi também uma porta de entrada para a electrónica, principalmente para a cena musical do UK, e foi uma porta de entrada para outras coisas.

Que clubes e noites mais frequentavas, depois desse período formativo? Se calhar mais aqui no Barreiro e em Lisboa?

No Barreiro as minhas noites eram mais na rua…mas em Lisboa o Lux, e algumas festas da Rabbit Hole e noites Príncipe.

Antes de irmos ao teu coletivo, queria perguntar-te rapidamente sobre as Rabbit Holes – porque eram festas que apesar de serem associadas à música de dança eram muito variadas, cheguei até a ver um amigo que fazia música drone a atuar numa. Achas que essa mistura de estilos de música diferente que influenciou a tua forma de ser DJ?

Sim, de certa forma. Na Rabbit Hole havia lugar para todo o tipo de expressões artísticas, tudo cabia numa noite. Esse ecletismo que havia na programação talvez me tenha influenciado, sim.  Ter crescido no subúrbio também teve um grande impacto na minha percepção de música eletrónica e nos meus interesses. Comecei a ouvir Kuduro e Kizomba muito antes de Techno ou House ou qualquer outro estilo…então ultimamente tem sido mais um trabalho de perceber como misturas as várias referências que tenho em algo que se adequa ao momento em que estou a tocar.

Falando agora sobre a mina, como é que ela surgiu e como é que te juntaste a ela?

A mina surgiu de um juntar de forças entre a Rabbit Hole e a Rádio Quântica (outro projeto a que acabei por me juntar pouco tempo depois de ter começado a colaborar com a Rabbit Hole). Na altura faltava em Lisboa uma noite de música eletrónica onde houvesse espaço para experimentares com a tua identidade e sexualidade…onde as regras fossem…subentendidas, mais baseadas no respeito entre as pessoas e não aquelas regras que estão associadas a espaços mais institucionalizados. o Pedro Marum, que foi uma das pessoas que fundou a Rabbit Hole, e que também se juntou à Rádio Quântica mais ou menos na mesma altura que eu, teve a ideia de criar estas noites com a Violet e com o Photonz, que são os fundadores da Rádio Quântica, e como eu estava a colaborar com os dois projetos fui convidado a ajudar.

Quanto à Rádio Quântica, tu ainda tens o programa de rádio “Mercúrio”?

Bem entretanto mudou para rave3000, e ultimamente não tenho feito com tanta frequência, mas sim.

Como é que diferem as playlists que fazes para a rádio do que passas na pista de dança? Quais são as diferenças e as semelhanças, o que tentas trazer para um e para o outro?

Se calhar começando pelas semelhanças: acaba por vir tudo do mesmo sitio, os critérios são semelhantes, eu tento ser inclusivo e ter sempre o meu foco mais afastado do centro. Com o programa não tenho tantas preocupações, se a música é dançável ou como vai ser recebida, porque acho que é um espaço muito mais experimental e com muito menos expectativas da parte de quem ouve. E também tento sempre dividir o slot com outra pessoa, por isso varia também de quem convido. Na rádio para mim o mais importante é dar oportunidade a outras pessoas de terem acesso a esta plataforma, tenho a certeza que se não existisse Rádio Quântica teria sido tudo muito mais complicado para mim.

Tu já tocaste lá fora várias vezes, em Berlim por exemplo…

Sim…neste último ano tive a oportunidade de tocar em várias capitais Europeias, Londres, Paris, Atenas…

São capitais bastante diferentes, e conhecidas pela sua vida noturna…como é que achas que Lisboa se compara com esses sítios? A cidade tem alguma coisa de único nesse sentido?

Em Lisboa estou mais confortável, então sinto-me mais à vontade para experimentar certas coisas. Normalmente também toco em contextos em que o público está habituado a ouvir de tudo, e essa diversidade é celebrada. Talvez por não termos grande variedade de festas especificas a certos géneros é habitual haver esta convergência. Em Londres, por exemplo, senti o mesmo, mas no UK a história da música electrónica é muito rica e diversa.  Não sei se será uma coisa única, mas sendo uma cidade pequena é fácil conheceres pessoas de cenas diferentes.

Tu estudaste Cinema Documental, não foi?

Eu comecei por estudar Publicidade e Marketing, na Escola Superior de Comunicação Social, mas apercebi-me muito rapidamente que não era isso que queria fazer e depois tirei um curso de Cinema Documental de um ano e estudei Fotografia no Ar.Co e nas Belas Artes.

Sei que tiras fotografias nas noites da mina e do Rabbit Hole. Achas que alguma dessa formação se infiltrou no teu trabalho? Não só na fotografia, mas também na forma como és DJ?

Acho que foi mais ao contrário, foi o clubbing que acabou por se infiltrar na minha fotografia. Foi na noite que o meu interesse por fotografar despertou, porque tive vontade de registar o que estava a acontecer. Agora não sei, no futuro eu adorava também apostar mais numa componente visual nos meus shows, por isso talvez a coisa vire ao contrário, e seja a fotografia a influenciar a minha forma de ser DJ.

Voltando aqui ao Barreiro – Tu nasceste e cresceste lá, e ouvias o festival, o OUT.FEST, do teu quarto, segundo um post teu. Podias falar-me sobre as tuas experiências de OUT.FEST, partindo mesmo dessa escuta no teu quarto?

Sim,  eu vivia muito perto dos Ferroviários, e houve várias edições que aconteceram lá. Então lembro-me de ser mais novo e não conseguir classificar o tipo de música que estava a ouvir, e isso sempre me despertou interesse. Quando comecei a ir foi muito importante perceber que existem outras linguagens e possibilidades…ver pessoas com abordagens muito criativas aos instrumentos, enquanto o público é paciente e receptivo. Descobrir lendas do ambient e do drone com quem possivelmente nunca me iria cruzar, tudo isto em espaços incríveis que o resto do ano passam despercebidos. O tipo de música que ouço em casa quando não estou a preparar um set é muito influenciado pelo que ouço no OUT.FEST.

Tens algum mix especialmente preparado para o OUT.FEST? Com o que podemos contar para o encerramento do festival?

Eu vou tentar manter-me perto de lançamentos mais recentes. Quero que de alguma forma represente o que tenho ouvido e tocado nos meus últimos sets,  dando prioridade a cenas mais experimentais que noutros sítios não funcionariam tão bem. Quero também ir a muitos lugares…mas vamos ver o que acontece!

Entrevista por: Tiago Franco

Angélica Salvi – Entrevista

Angélica Salvi é uma harpista espanhola radicada no Porto há alguns anos, que tem erigido um trabalho exploratório no seu instrumento com uma variedade realmente heterogénea de colaboradores musicais e transdisciplinares, ainda que essencialmente focada em trabalho de improvisação. Para além de leccionar no Conservatório de Música local, já realizou trabalho como solista com a Orquestra Sinfónica da Casa da Música ou o celebrado Remix Ensemble.

Das suas colaborações com músicos icónicos como Han Bennink ou Evan Parker, do que lhe conhecemos em palco e de discos, o seu vocabulário vai sempre se adaptando – mantendo a identidade – de acordo com contexto e ideias, a nível de timbragens e efeitos. A ver o seu discurso solista, que já foi apresentado por diversas vezes pela Europa e Estados Unidos.

Tivemos a oportunidade de conversar com ela antes da sua actuação no OUT.FEST 2019, e convidamo-vos a ler o resultado dessa conversa abaixo.

Quando e porque é que te mudaste para Portugal? O que te fez ir para o Porto, especificamente?

Eu estava a morar na Holanda, onde estudava, e recebi um e-mail de uma professora a dizer que precisavam de alguém para dar aulas de harpa no Conservatório de Música do Porto e perguntou se eu tinha disponibilidade. Pensei, por que não? Assim, em Setembro de 2011 mudei-me para o Porto. Entretanto ia e vinha da Holanda uma vez por mês para acabar o mestrado que tinha começado.

Há quanto tempo começaste a tocar harpa?

Desde os meus 11 anos.

E o que é que te levou a apostar neste instrumento em particular?

Foi uma coincidência. Naquela altura, eu tinha começado a estudar piano. Eu fiz as provas para estudar no Conservatório e quando fui aceite escolhi piano como primeira opção e harpa como segunda (por ser o mais parecido). Não havia vagas para piano e fiquei em harpa. Gostei, apesar de na altura não conhecer bem o instrumento.

É o teu instrumento principal, mas houve alguma vez em que decidiste mudar de instrumento, ou houve algum outro que te tivesse cativado?

Eu tinha um piano em casa (a minha mãe estudou e tocava piano) e houve uma altura em que tocava piano e harpa, e para mim os dois instrumentos têm muito em comum. Embora goste muito de outros instrumentos para alem destes dois, nunca decidi explorá-los a sério.

Quando te começaste a interessar pela improvisação? Normalmente não é algo muito ensinado em escolas, especialmente para a harpa… houve algum momento, alguma ideia, artista ou concerto que te tenha despertado o interesse nesta abordagem à música?

Bem, eu sempre estive muito interessada na parte criativa artística em geral. Andei 3 anos nas Belas Artes,  gosto muito de desenhar e sempre gostei de inventar coisas novas. Na minha escola tive um método de ensino muito conservador (ainda bem que depois mudaram um pouco as coisas), portanto tive de procurar e explorar por mim. Procurava algum tipo de liberdade e a única alternativa que eu encontrei naquela altura (que fosse mais alem da música escrita) foi o Jazz. Tive algumas aulas de jazz, conheci uma professora de harpa que dava aulas de jazz na Universidade do Arizona e fui estudar com ela durante ano e meio. Depois continuei os meus estudos na Holanda no Conservatório de Música e na Dutch Impro Academy, onde conheci aos músicos da ICP Orchestra e da Brokken-Fabriek  (Amsterdão), desta forma descobri o mundo do free jazz.  Por tanto a improvisação faz parte do meu percurso já alguns anos.

Falei com o Peter Evans há alguns dias e ele disse-me que tem sempre dificuldade em ensinar às pessoas a forma “correta” de tocar música, e que o método de ensino dele não é tanto mostrar como se “deve” fazer algo, mas sim servir de guia para novas possibilidades musicais. Também tens algumas dessas dúvidas, sobre a melhor forma de ensinar música e harpa? Como é que guias os teus alunos nas suas aprendizagens?

Eu tenho sempre muitas dúvidas… nós, os professores, estamos sempre a aprender coisas novas com os alunos.  Falo sempre com muitos colegas e também com os meus alunos para experimentarmos diferentes métodos e fórmulas. Alguns dos meus alunos são muito jovens, por isso tenho de tentar encontrar um equilíbrio entre o que é a parte criativa e a parte teórica. Por um lado, eles têm de aprender a parte teórica (apesar de que as vezes isso seja um pouco repetitivo e monótono) para conseguir atingir uma certa técnica e posição de modo a dominar minimamente o instrumento. Às vezes é um pouco complicado porque requer muita paciência, consistência e rotina.  É uma espécie de arte marcial.

A procura desse equilíbrio, é que não é nada fácil. Também depende muito das pessoas, da personalidade de cada um, por isso é importante adaptar as aulas a cada aluno e perceber o que cada um gosta ou com o que se sente mais à vontade.

E depois pronto, a partir de aqui sim, concordo com Peter Evans: o professor deve servir como guia para novas possibilidades!

Tens alguns projectos para o futuro próximo que gostarias de divulgar?

Tenho vários projectos a acontecer, estão todos no meu website: www.angelicasalvi.net.

Tu já colaboraste com vários músicos Portugueses, como por exemplo, o Rafael Toral – sentes que haja alguma abordagem à música, particularmente improvisada, que seja única aqui em Portugal? Claro que toda a gente tem a sua personalidade, mas achas que há algo de especial na abordagem desta comunidade em Portugal?

Acho que cá em Portugal os artistas tem uma coisa muito fixe. Julgando pelo que vi, parece-me que os músicos que conheci tem todos projectos e colaborações muito diferentes, não fazem uma coisa só ou gostam de um estilo especifico, são muito abertos e dominam áreas muito diferentes que se complementam.  Esta forma abrangente e livre de abordar a arte, permite criar projectos colaborativos muito interessantes.

Tinha a sensação, sobretudo quando morava na Holanda, que nos últimos tempos há uma tendência para a especialização: na educação, nas artes… parece que um artista tem de ter um estilo muito específico predefinido, até com certas regras para conseguir encaixar em algum lado ou ter uma etiqueta (muitas editoras fazem pressão constante aos artistas com este tipo de coisas). Penso que isto é um caminho errado porque o resultado acaba por ficar formatado, globalizado e aborrecido… por isso sinto-me muito feliz neste país, penso que os artistas conservam e protegem muito a sua essência e acreditam mesmo em aquilo que fazem. Esta é a experiência que tive com o circulo de músicos que me adotaram.

Entrevista por: Tiago Franco

 

EM REDE, um festival online para seguir já este fim de semana

Vejam os três dias de EM REDE nos links abaixo!

Dia 1

Dia 2

Dia 3


EM REDE é um festival online que apresenta, ao longo de três dias, quase duas dezenas de concertos de músicos barreirenses cuja principal ocupação é, na sua esmagadora maioria, a criação artística.

É uma mostra da diversidade e riqueza do tecido cultural do Barreiro, com espaço para o jazz, para as canções, para o hip-hop, a electrónica e a experimentação, juntando nomes emergentes a outros já com um percurso consolidado e amplamente reconhecido.

A partir das suas casas, os músicos acederam ao repto da OUT.RA e do Município do Barreiro, parceiros na organização deste festival que dá um sinal à cidade e ao país que a Música não pode parar, que as Artes são, hoje como sempre, uma parte fundamental do nosso quotidiano.

EM REDE será emitido nos dias 1, 2 e 3 no canal youtube do Município do Barreiro, e acessível ao público de forma totalmente gratuita. Consultem abaixo os horários e alinhamentos diários.

Junte-se a nós, e considere apoiar os artistas de que mais gostar, adquirindo os seus discos, músicas e merchandise através dos links que colocamos para os seus canais online.

ALINHAMENTO

Dia 1 Maio

Apresentador: Ricardo Guerreiro
21h30. Tiago Sousa
22h00. Valu
22h30. Nicotine’s Orchestra
23h00. Minguito
23h30. Opus Pistorum
00h00. Van Ayres

Dia 2 Maio

Apresentadora: Joana Pimpista
21h30. Gil
22h00. Beatriz Nunes
22h30. Kyra
23h00. Nada Nada
23h30. San Fona
00h00. Berlau

Dia 3 Maio

Apresentadores: Joana Pimpista & Ricardo Guerreiro
16h30. George Silver
17h00. Catarina dos Santos
17h30. Fast Eddie Nelson
18h00. Jorge Moniz
18h30. Y Basics
19h00. My Noisy Twins

ARTISTAS


TIAGO SOUSA

Compositor e pianista mestre de uma linguagem sonora única e crescente, a sua história já possui vários capítulos e encarnações que passam por uma mão cheia de discos lançados por editoras nacionais e internacionais e muitos belos concertos, onde interpreta temas próprios e de compositores como Debussy, Arvo Part ou Federico Mompou.

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VALU

Autora de canções que evocam o choro e o dedilhar dos cantores de intervenção, Valu nasceu em 77, o ano do punk, e apresenta-nos música de poesia clara e acutilante que combina esse espírito com o de 74.

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NICOTINE’S ORCHESTRA

Um dos projectos a solo de Carlos Ramos, hoje em dia mais dedicado a compor em português e a apresentar-se como Suave. A sua orquestra de um homem só já editou sete discos e contou, ao longo dos tempos, com colaborações de músicos como Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, Fred Ferreira, Alex Kassin entre outros. Neste concerto caseiro regressa, em versões despidas, a alguns dos seus temas favoritos.

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MINGUITO

Cidadão ilustre do “Azul”, no Alto do Seixalinho, o jovem Minguito é um pioneiro do “drill” em Portugal, tendo sido alvo da crescente atenção dos media mais especializados e atentos às novas músicas urbanas.

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OPUS PISTORUM

Tirando o seu nome de uma infâme novela de Henry Miller, este projecto do barreirense Helder Menor inspira-se na face mais instável da electrónica e no espírito DIY do punk rock. 

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VAN AYRES

Rafael “Van Ayres” é um artista Independente que mantém uma presença activa no campo cultural das artes cruzando som, artes plásticas, e performance. Fundou juntamente com Rodrigo Soromenho a Maternidade (Colectivo/Promotora de Músicos Independentes) e lançou recentemente o álbum “Final Spirit”.

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GIL

Gil é o nome de palco do Guilherme Firmino, o vocalista, escritor e compositor da banda “Humana Taranja”. Apresenta-se pela primeira vez a solo, com versões acústicas das músicas de sua banda.

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BEATRIZ NUNES

A Beatriz é uma das mais conhecidas figuras da música no Barreiro; é professora na “nossa” Escola de Jazz e, para além dos vários projectos com a comunidade do jazz do país é a actual vocalista dos Madredeus. Preparou-nos uma atuação muito especial em resposta ao desafio que lhe fizemos.

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KYRA

Artista independente que se expressa através do Hip-Hop, do Rap e do Rock. Em 4 anos apresentou nas plataformas digitais e ao vivo 3 obras: “Apollo 13, Tenebris e Lost files”.

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NADA NADA

O projecto a solo do Cláudio Fernandes, dos ilustres PISTA, que aqui dá uso aos seus sintetizadores e ao seu gosto pela dança, pelo calor e pela praia.

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SAN FONA

Trabalho quase secreto do Bruno Catarino, que é um discreto e talentoso baixista da cena musical do Barreiro nos últimos 20 anos.

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BERLAU

Nome que o Fernando Ramalho utiliza para agrupar as suas experimentações à guitarra, com muito espaço para o silêncio e para diálogos sonoros com alguns dos seus poetas favoritos, e que já mostrou em trabalhos inspirados em Maria Gabriela Llansol, Inês Lourenço ou Ana Hatherly.

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GEORGE SILVER

George Silver é o André Neves, um jovem artista barreirense que se desdobra pela performance, pela música e pela programação de concertos e é um dos rostos mais activos da Associação ADAO.

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CATARINA DOS SANTOS

A Catarina é uma talentosa artista que, após vários anos a estudar e a trabalhar pelos quatro cantos do mundo regressou ao Barreiro para dar aulas na Escola de Jazz e aprofundar a sua música, que mistura pózinhos de Portugal, de África, do Brasil ou de Nova Iorque. Traz-nos temas originais seus escritos em parceria com o percussionista andaluz Luati González.

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FAST EDDIE NELSON

Palavras para quê? É um artista português que não poderia ser mais americano – Fast Eddie Nelson, guitarrista e homem do blues e do rock n’ roll com muitos quilómetros de estrada, com presença assídua em festivais por essa europa fora.

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JORGE MONIZ

Outro dos músicos mais conhecidos do Barreiro, o Jorge é, para além de baterista, músico e professor ligado ao jazz, cada vez mais um interessante compositor para teatro, cinema e dança. 

Traz-nos uma peça que tem vindo a trabalhar nos últimos meses e que vamos ouvir pela primeira vez.

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Y BASICS

Y Basics é o José Bica, artista nascido e criado no Barreiro, com trabalho desenvolvido em desenho de som, captação de ambientes sonoros e sonoplastia para cinema, e um percurso na investigação académica ligada à música. Apresenta-nos uma peça que reflecte o seu interesse crescente pela composição clássica contemporânea.

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MY NOISY TWINS

O Jorge Machado é um compositor, produtor, percussionista e sonoplasta que compõe música para teatro, dança, vídeo-arte, performance e contos infantis, e colabora, como percussionista, com vários grupos, produtores e autores nacionais. Depois de se mudar para o Barreiro há cinco anos, foi pai de dois gémeos barulhentos que dão nome a este seu recente projecto a solo, com um álbum acabado de editar.

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UMA CO-PRODUÇÃO OUT.RA E CMB

Tours de Föllakzoid e Green Milk From the Planet Orange canceladas

Inevitavelmente, quer os Föllakzoid quer os Green Milk From The Planet Orange viram-se forçados a cancelar as tours europeias nas quais os concertos programados para o Barreiro se inseriam.

Informamos que todos os que adquiriram bilhete podem pedir o reembolso via BOL. A OUT.RA sugere, no entanto, que considerem, caso vos seja possível, abdicar desse reembolso e contribuir para que o peso das várias despesas que já tivemos de assumir para estes espectáculos possa de alguma forma ser mitigado.

Obrigado a todos nesta altura tão difícil para todos e também para todos os agentes culturais que vivem na maior das incertezas face aos próximos meses.

Mantenham-se seguros e em casa.

HERÓIS INDIANOS ROMANOS AFRICANOS à porta fechada, com transmissão pela internet

Após deliberação em conjunto com a Associação NÓS sobre a situação actual, e tendo em consideração as recomendações da Organização Mundial de Saúde, a orientação publicada pela Direcção Geral de Saúde e as decisões já tomadas pelas autoridades locais e nacionais sobre a frequência de espaços públicos, é com tristeza que informamos que o concerto programado para este sábado não irá ter lugar nos moldes anunciados.

O trabalho já desenvolvido pelos músicos ao longo desta última semana de trabalho conjunto não irá no entanto ficar por apresentar, já que iremos proceder à realização do mesmo à porta fechada e transmiti-lo pela internet para todos os interessados à data e hora originalmente marcadas para o concerto (sábado 14 de Março às 17:00). O link para a visualização deste concerto será divulgado no próprio dia aqui no evento e página de Facebook da OUT.RA, pelo que vos recomendamos que estejam atentos ao mesmo – e que aproveitem para, estando em casa, testemunhar na mesma a beleza e a criatividade sem barreiras do trabalho destes músicos únicos.