Alan Courtis & Os Heróis Indianos Romanos Africanos

Sete anos (!) desde a primeira e revolucionária vinda do músico, explorador sonoro e pedagogo argentino Alan Courtis ao Barreiro – para trabalhar criativamente com mais de uma dezena de utentes da Associação NÓS – que entretanto já conhecemos como os “We2” e agora definitivamente como os “Heróis Indianos Romanos Africanos”, e três anos depois da última vinda (cujo maravilhoso concerto, em inícios de pandemia, está disponível na íntegra aqui) regressamos com o maior dos prazeres a este trabalho que se prova, ano após ano, como confirmação do poder transformador da música e a sua capacidade para promover a capacitação, a autonomia e a livre-expressão.

Coadjuvados pelos músicos Bernardo Álvares e Leonardo Bindilatti, Alan Courtis e os “Heróis” voltam a juntar-se para uma semana de criação que culmina numa nova apresentação ao vivo, na Biblioteca Municipal do Barreiro, onde, sobre a música a esperar, pouco se pode dizer – mais do que género ou estilo, é a personalidade de cada elemento e a identidade colectiva criada durante este workshop que certamente se fará ouvir; será seguro especular sobre poesia sonora, psicadelismo, free folk, hinos de futebol adaptados –  mas é escusado agarrar-mo-nos a rótulos e géneros quando a música será, acima de tudo e certamente, intensamente livre e inigualavelmente pessoal.

SONICA EKRANO – Revelado o programa completo

Olá a todos

Como prometido, revelamos hoje o programa da 1ª edição do festival SONICA EKRANO – Cinema Documental e as Músicas das Margens, a realizar entre 9 e 18 de Setembro no Barreiro e na Baixa da Banheira (concelho da Moita).

Este novo festival, dedicado a músicas, músicos, sons e movimentos nas margens da massificação e da popularidade, é um espaço de oportunidade para assistir a obras cinematográficas às quais – mesmo na era das plataformas digitais – o acesso é limitado, num contributo mais em prol da inclusão audiovisual, atentando à diversidade geográfica e ao equilíbrio entre perspectivas históricas e narrativas contemporâneas.

A primeira edição apresenta treze filmes, entre eles seis estreias nacionais, nomeadamente Acid Mothers Reynols: Live and Beyond, de Alejandro Maly, focado nos japoneses Acid Mothers Temple e nos argentinos Reynols que, em 2017, se juntaram em Buenos Aires para a gravação de um disco conjunto e um concerto; Voice of the Eagle: The Enigma of Robbie Basho, de Liam Barker, sobre a vida incomum e extraordinária do guitarrista e compositor norte-americano Robbie Basho; The Albatross Around My Neck: Retracing Echoes of Loss Between Lucknow and Berlin, de Markus Schlaffkre, que nos apresenta Irfan Khan, um dos mestres do sarod – instrumento de cordas ligado à música hindustani; Crestone, de Marnie Ellen Hertzler, que nos leva até uma vila deserta no Colorado, onde vive uma micro-comunidade de rappers em isolamento, enquanto vão partilhando com o mundo exterior a sua música através da plataforma online Soundcloud; Extreme Nation, de Roy Dipankar, uma viagem pelo subcontinente indiano em busca de histórias da comunidade e sub-cultura do metal extremo, e Delia Derbyshire: The Myths and Legendary Tapes, de Caroline Catz, um misto de documentário e biopic que retrata a personalidade e o legado precioso de uma das pioneiras da música electrónica, a britânica Delia Derbyshire, para sempre ligada à composição do tema genérico da série Doctor Who, em 1963, mas cuja carreira vai muito para além deste feito.

Para além deste filme dedicado a Delia Derbyshire, destaque também para mais dois documentários neste festival que celebram e fazem uma justa homenagem à recente onda de redescoberta das mulheres pioneiras na música electrónica. Um deles é Sisters with Transistors, de Lisa Rovner, sobre o trabalho e genialidade de várias mulheres que estiveram na linha da frente desde os primórdios da música electrónica: Clara Rockmore, Daphne Oram, Bebe Barron, Maryanne Amacher, Pauline Oliveros, Wendy Carlos, Eliane Radigue e Laurie Spiegel. O outro é Suzanne Ciani: A Life in Waves, de Brett Whitcomb, sobre a vida e as inovações marcantes da norte-americana Suzanne Ciani, e a forma como, a partir de uma educação musical clássica, se tornou financeiramente independente criando música e som para o mundo da publicidade, utilizando-o como campo para explorações e descobertas revolucionárias.

A produção nacional está representada pelos filmes SOA, de Raquel Castro, que resulta de uma investigação da realizadora sobre som e paisagens sonoras, sobre silêncio e ruído em todos os espectros sonoros e como e qual a relação com quem os ouve; e Caos e Afinidade, de Pedro Gonçalves, que neste primeiro filme mergulha no mundo da música improvisada em Portugal, tendo como epicentro o Bar Irreal, em Lisboa, e a participação de nomes como Gabriel Ferrandini, Adriana Sá, Carlos Zíngaro ou Luís Lopes. Ambos os realizadores estarão presentes nas sessões.

Concluindo a programação desta primeira edição do SONICA EKRANO, são ainda apresentados Swans – Where Does a Body End?, de Marco Porsia, um extraordinário retrato dos Swans, de Michael Gira, que construíram uma das mais singulares carreiras do rock moderno; Conny Plank: The Potential of Noise, de Reto Caduff e Stephan Plank, sobre um dos pioneiros do krautrock e da pop electrónica, Conny Plank, que influenciou directamente bandas e artistas como os Neu!, Brian Eno, David Bowie, Ultravox ou Eurythmics; e That Pärt Feeling: The Universe of Arvo Pärt, de Paul Hegeman, dedicado ao estónio Arvo Pärt, provavelmente o compositor vivo mais celebrado da nossa era.

As sessões realizam-se no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo (de 9 a 12 de Setembro), na Biblioteca Municipal do Barreiro (de 13 a 16 de Setembro) e no Auditório Municipal Augusto Cabrita (17 e 18 de Setembro), e os bilhetes para as sessões nestes dois últimos espaços estão já à venda, enquanto que os bilhetes para as sessões de dias 9 a 12 estarão brevemente disponíveis.

Para acompanhar as novidades sigam a página oficial do festival ou as redes sociais em facebook.com/sonicaekrano e instagram.com/sonicaekrano.

O SONICA EKRANO é uma realização da OUT.RA – Associação Cultural, com co-financiamento por parte do ICA, em parceria com os Municípios do Barreiro e da Moita e com o apoio dos Transportes Coletivos do Barreiro e do Fórum Barreiro.

 

EM REDE II, de 28 de Junho a 2 de Julho

O festival online EM REDE regressa para uma segunda edição que contribui, uma vez mais, para pintar o retrato musical do Barreiro nos tempos que correm.

Após uma primeira edição com actuações a solo de 18 artistas, gravadas a partir das suas casas, o EM REDE responde aos tempos de desconfinamento controlado actuais e foca-se agora, quase em exclusivo, em actuações de grupos e colectivos captadas na emblemática ADAO, com 10 concertos a emitir ao longo de cinco dias – entre 28 de Junho – Dia da Cidade do Barreiro – e 2 de Junho, sempre às 21h30 no canal de youtube do Município.

O alinhamento proposto nestes cinco dias, realizados novamente através de uma parceria entre a OUT.RA e o Municipio, aprofunda ainda mais a diversidade estética da música feita na e com ligações à cidade, pondo em cena o garage-rock, o heavy-metal, o hip-hop, o cotxi-po ou o jazz, contando com a presença de consagrados como General D, Nídia e Pista e nomes emergentes que vão extravasando as fronteiras do Concelho como Rafa G ou B2R.

Com sempre, e apesar do acesso gratuito, fica o repto para que considerem apoiar os artistas adquirindo os seus discos, músicas e merchandise através dos links colocados para os seus canais online.

Os horários e a programação diária podem ser consultados abaixo.

 

Alinhamento

Dia 28 de Junho

21h30. B2R

22h00. The Brooms

Dia 29 de Junho

21h30. Monkey Cage

22h00. New Mecanica

Dia 30 de Junho

21h30. Scorpions

22h00. General D

Dia 1 de Julho
21h30. Pista

22h00. Otavinho

Dia 2 de Julho

21h30. Rafa G

22h00. Nídia

 

Os artistas


Dia 28 de Junho

B2R

Coletivo de rappers e produtores do Barreiro, formado na década que agora finda, com epicentro na Quinta da Amoreira (Alto do Seixalinho), ativo nos cruzamentos tão actuais do trap, drill e apontamentos de afro-house e lírica preocupada com a sua (nossa) realidade. A par de toda a relevância do trabalho que têm, os seus vídeos lançam uma nova perspectiva sobre partes e quotidianos diferentes da cidade. 

THE BROOMS

Nascidos “das cinzas” dos The Sullens, uma das instituições do garage rock na cidade, os The Brooms são um quinteto que vive à altura da promessa eterna de energia, eletricidade, vertigem e hipnose. Fuzz, Vox, Beat & Groove!

 


Dia 28 de Junho

 

MONKEY CAGE

Quarteto que trilha os caminhos imaginários que vão dos Black Sabbath aos Pixies, com passagem pelas estações Kyuss e Queens of the Stone Age. Lançaram já este ano o álbum “Be Well”, o segundo na sua discografia.

 

NEW MECANICA

Já com três álbuns lançados para o mundo numa carreira com mais de uma década (o último dos quais, ‘Vehement’, com edição da italiana Wormhole Death Records e distribuição na Europa, Estados Unidos e Japão), os New Mecanica, quinteto de músicos barreirenses com um largo historial em vários projectos desde os anos 90, carregam a tocha do metal coeso, pujante e socialmente atento.

 


Dia 30 de Junho

 

SCORPIONS

Depois da cassete “Roice Cosmos”, o trio Scorpions, numa evolução contínua partindo da improvisação para a composição cósmica, mostra no EM REDE duas novas composições: ‘Tubolata’ e ‘Santander’. 

 

GENERAL D

Pioneiro do rap em Portugal, cidadão do mundo mas também em várias ocasiões da área urbana do Barreiro, General D apresenta-nos os clássicos ‘Black Magik Woman’ e ‘África Nossa’, bem como ‘Zombie’, tema de um próximo álbum a sair em 2021 que, nas palavras do próprio, “foca-se na forma como as redes sociais vieram alterar a dinâmica de relacionamento entre as populações.”

 


Dia 1 de Julho

 

PISTA

Na génese desta banda do Barreiro estavam as bicicletas e a música, mas a pedalada agora é outra. É rock tropical e bem-disposto, uma comemoração que promete levar o calor do Verão ao resto das estações do ano. Depois do lançamento do EP (“Pista”) e do álbum de estreia,“Bamboleio”, renovam o interesse pela sua sonoridade com um novo álbum que promete voos cada vez maiores: Ocreza.

 

OTAVINHO

Otavinho é parte de toda uma nova geração de afro-descendentes bem ligados às suas origens, a continuar as histórias e vivências suas por herança, injectando-as de vida contínua. Renova e simultaneamente continua a tradição – neste caso a do funaná que vira um cotxi po – e irradia felicidade, mesmo quando chora as tristezas.

 


Dia 2 de Julho

 

RAFA G

Do Vale da Amoreira para o mundo, Rafa G é uma das mais fulgurantes revelações dos últimos dois anos na música verdadeiramente urbana em Portugal – “Correria”, um dos primeiros temas lançados através do youtube e já um clássico por mérito próprio, conta, ao dia de hoje, com mais de 4 milhões de visualizações e uma influência brutal na narrativa de tantas das vivências de bairros periféricos pelo país. Acaba de lançar o seu primeiro documento discográfico com edição física, que conta com participações de figuras como Deejay Telio, Minguito e Kappa Jotta entre muitos outros.

 

NÍDIA

Produtora de apenas 23 anos e já um dos grandes exportadores da nova música portuguesa – é impressionante o destaque dado aos seus três (!) novos lançamentos de 2020 na imprensa de todo o mundo (incluíndo por exemplo o New York Times). Estreou-se na importante editora Príncipe já em 2015 e desde então tem percorrido o mundo em actuações e colaborações com gente como Kelsey Lu, Lafawndah e Mica Live. Ganhou entrentanto um Grammi (o equivalente da indústria musical sueca aos Grammys) pela produção de um tema da estrela sueca Fever Ray.

 

Yann Gourdon na Biblioteca Municipal do Barreiro

A programação regular OUT.RA para 2020 arranca já na próxima semana com um concerto de YANN GOURDON no dia 17 (Sexta), na Biblioteca Municipal do Barreiro.

Compositor e artista sonoro francês, Yann Gourdon tem como instrumento de eleição a sanfona (aka hurdy-gurdy), a qual transportou das suas raízes populares para o domínio das atmosferas mais densas e hipnóticas através da ressonância própria do instrumento, com uma abordagem informada pela música tradicional de Auvergne aliada ao minimalismo que deixa uma marca inegável no seu trabalho com o trio FRANCE e como parte do colectivo francês La Nòvia, mas que brilha particularmente no seu trabalho a solo, jogando com as propriedades acústicas dos espaços onde se apresenta.

Os bilhetes podem ser reservados enviando um e-mail para o endereço do costume: info@outra.pt.

Até já!

Nova data de Tiago Sousa na Biblioteca Municipal

O concerto do pianista TIAGO SOUSA no dia 15 deste mês já está esgotado. No entanto, temos o gosto de anunciar uma nova data para o dia seguinte (Sábado, dia 16 de Novembro). Tal como no dia anterior, esta nova sessão irá decorrer na sala multiusos da Biblioteca Municipal do Barreiro pelas 22h, e tem também uma lotação muito limitada. 

Os bilhetes para esta nova sessão (5€ ou 2,5€ até aos 25 anos) já podem ser comprados no Posto de Turismo do Barreiro (Estação Fluvial), no bar Locomotiva (GD Ferroviários) ou reservados para info@outra.pt

Até já!

Quinta-feira: Sir Richard Bishop ao vivo na Biblioteca Municipal

É já nesta quinta-feira, dia 4, que o Barreiro recebe pela primeira vez o norte-americano Sir Richard Bishop, um dos mais únicos e influentes guitarristas da actualidade, músico que mistura nos seus dedos as músicas de todos os mundos conhecidos, as tradições mais obscuras e os cânones mais universais.

O concerto acontece pelas 22h30 na Biblioteca Municipal do Barreiro, com bilhetes à venda no Posto de Turismo (Estação fluvial) e Vitoriana’s Spot (Avenida Alfredo da Silva). Também aceitamos reservas para o mail info@outra.pt

Até já!

Sexta-feira há jazz na Biblioteca

É já nesta sexta-feira, dia 21, que a Biblioteca Municipal do Barreiro recebe um quarteto absolutamente abençoado, com músicos de primeira linha internacional a estrear trabalho colaborativo recente em Portugal.
 
Luís Lopes (guitarra), Fred Lonberg-Holm (violoncelo), Ingebrigt Häker Flaten (contrabaixo) e Gabriel Ferrandini (percussão) andam pelo país em concertos e gravações, com o fogo do free-jazz e da livre improvisação a espalhar-se por palcos e estúdios nacionais. Sexta-feira é a nossa vez de sentir a energia no ambiente próximo da biblioteca. A não perder!
 
Os bilhetes podem ser comprados no Posto de Turismo (estação fluvial) e no Vitoriana’s Spot (Av. Alfredo da Silva), ou reservados para o mail habitual info@outra.pt
 
Até já!

NOITE CREATIVE SOURCES

NOITE CREATIVE SOURCES

com: Ernesto Rodrigues | Nuno Torres | João Silva | Carlos Santos

Bilhetes: 5€ (2,5€ menores 25 anos)

Noite dedicada à editora Creative Sources, um dos mais importantes selos discográficos dedicado à música improvisada no plano internacional, que desde o ano de fundação – 2001 – conta já com perto de 600 lançamentos.

Apresentam-se três concertos de formações variáveis (duos e quarteto) compostas pelos músicos Ernesto Rodrigues (viola), Nuno Torres (saxofone alto), João Silva (trompete) e Carlos Santos (electrónica).

Do quarteto promete-se uma experiência musical de intimidade e detalhe, com recurso a uma linguagem instrumental não convencional que explora noções de timbre, cor e plasticidade. Uma estética que se inscreve no domínio da improvisação livre dentro de uma abordagem minimalista, na qual as noções de silêncio e espaço acústico são fundamentais.

LARAAJI (Biblioteca Municipal)

Depois de um inesquecível concerto e de uma original sessão de yoga no OUT.FEST 2015, o mágico LARAAJI regressa ao Barreiro para uma extensiva e imersiva performance musical, onde a ‘zihter’ electrónica, mbire, gongo, espanta espíritos e voz se combinam para conduzir os presentes para uma jornada interior rumo a sítios de profundo desprendimento, descanso e harmonia. 

Laraaji é criador de uma música panegírica do cosmos e um convicto praticante e promotor da meditação transcendental através do riso, baseado em Nova Iorque. Começou a tocar música nas ruas na década de 70, improvisando temas hipnóticos na sua ‘zither’ personalizada que processa com efeitos electrónicos, motivado pela sua pesquisa pessoal e entendimento de culturas místicas orientais. Brian Eno viu-o a tocar num parque público e convidou o músico a gravar um álbum para a sua série ‘Ambient’. 

Desde então, Laraaji toca regularmente por todo o planeta, em festivais mas também em centros de yoga, criando espaços sonoros de transcendência. Um viajante do mundo, capaz de invocar a imensidão do cosmos exterior e das profundezas do íntimo individual como mais ninguém, para nos oferecer um concerto que é – verdadeiramente – uma experiência de vida.

reservas: info@outra.pt

LARAAJI de regresso ao Barreiro

Depois de um inesquecível concerto e de uma original sessão de yoga no OUT.FEST 2015, o mágico LARAAJI regressa ao Barreiro para uma extensiva e imersiva performance musical, onde a ‘zihter’ electrónica, mbire, gongo, espanta espíritos e voz se combinam para conduzir os presentes para uma jornada interior rumo a sítios de profundo desprendimento, descanso e harmonia. 

Laraaji é criador de uma música panegírica do cosmos e um convicto praticante e promotor da meditação transcendental através do riso, baseado em Nova Iorque. Começou a tocar música nas ruas na década de 70, improvisando temas hipnóticos na sua ‘zither’ personalizada que processa com efeitos electrónicos, motivado pela sua pesquisa pessoal e entendimento de culturas místicas orientais. Brian Eno viu-o a tocar num parque público e convidou o músico a gravar um álbum para a sua série ‘Ambient’. 

Desde então, Laraaji toca regularmente por todo o planeta, em festivais mas também em centros de yoga, criando espaços sonoros de transcendência. Um viajante do mundo, capaz de invocar a imensidão do cosmos exterior e das profundezas do íntimo individual como mais ninguém, para nos oferecer um concerto que é – verdadeiramente – uma experiência de vida.

Aceitamos já reservas para o concerto, que decorrerá na Biblioteca Municipal no dia 29 de Novembro. Os bilhetes têm o preço de 5€.

CANCELADO: WILLIAM PARKER / JOHN DIKEMAN / LUÍS VICENTE / ONNO GOVAERT

CONCERTO CANCELADO
Infelizmente, e por motivos de saúde inesperados, William Parker não poderá deslocar-se à Europa para os vários concertos agendados nas próximas semanas – entre eles, a sua agora adiada estreia barreirense, acompanhado de John Dikeman, Luís Vicente e Onno Govaert.
 
Acreditamos que a sua presença no Barreiro será uma realidade no futuro próximo. Pelo cancelamento deste espectáculo, no entanto, pedimos as nossas desculpas aos muitos interessados.
 

Aplicamos muitas – talvez demasiadas – vezes o epíteto de “lenda” aos músicos que vamos tendo o privilégio de programar no Barreiro, mas que outro adjectivo utilizar no caso de William Parker?

O contrabaixista, improvisador, escritor e educador nova-iorquino, 65 anos de idade, é um dos mais brilhantes contrabaixistas do jazz livre de todos os tempos (assim o disse, ipsis verbis, uma autoridade como o jornal The Village Voice), e apresenta-se neste concerto rodeado por nomes como o saxofonista John Dikeman (com quem mantém, mais Hamid Drake, um trio explosivo), o baterista Onno Govaert e o trompetista Luís Vicente (ambos figuras de uma nova geração europeia de aventureiros).

O diálogo entre a inspiração afro americana, espiritual e orgânica, na senda do legado de Coltrane, Don Cherry ou Ayler, e a improvisação de veia europeia, a oportunidade de testemunhar este encontro de gerações e escolas, a visão que será ter William Parker a tocar num espaço quotidiano da cidade… será necessário usar – uma vez mais – a palavra “imperdível”?

Rafael Toral Space Quartet / Pedro Sousa, Rodrigo Pinheiro & Gabriel Ferrandini

Nova formação de um dos mais reconhecidamente originais músicos das últimas décadas, o Space Quartet prossegue a demanda de Rafael Toral por uma nova música electrónica que partilhe a organicidade e espontaneidade que habitualmente associamos às linguagens do jazz. Acompanhado por Marco Franco (percussão), Ricardo Webbens (electrónica) e Hugo Antunes (contrabaixo), traz ao Barreiro novos desenvolvimentos de um trabalho que, desde 2006, temos tido o privilégio de acompanhar em várias aparições no OUT.FEST.

Pedro Sousa (saxofone), Rodrigo Pinheiro (piano) e Gabriel Ferrandini (bateria), apresentam o resultado de um mês de residência artística no palco da Casa da Cultura da Baía do Tejo, oportunidade para trabalharem mais intensamente a comunicação em trio e criar bases sólidas para uma edição discográfica – a primeira desta combinação que reúne três das figuras de proa da “New Lisbon Vanguard” (como lhe chamou a revista Wire), a comunidade de jazz criativo e aventureiro que tem, cada vez mais, levado a nova música portuguesa a ser falada e escutada nos quatro cantos do mundo.