OUT.FEST 2019

DIAS 3 A 5 DE OUTUBRO EM VÁRIOS LOCAIS DO BARREIRO. TODA A INFORMAÇÃO EM OUTFEST.PT

DIA 3

IGREJA PAROQUIAL DE SANTO ANDRÉ

PETER EVANS

(22:30)

DIA 4

IGREJA DA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

KALI MALONE

(18:45)

ADAO (SALA DAS COLUNAS)

CALHAU!

(21:45)

YEAH YOU

(00:45)

ADAO (OFICINA)

ALPHA MAID

(22:30)

DEAF KIDS

(00:00)

MCZO & DUKE

(01:30)

DIA 5 – TARDE

MOINHO PEQUENO

BEZBOG

(16:00)

TEATRO MUNICIPAL

BRYNJE

(16:30)

CANDURA

(17:50)

BIBLIOTECA MUNICIPAL (Galeria)

RAW FOREST

(18:20)

BIBLIOTECA MUNICIPAL (Auditório)

LARGO DO MERCADO 1º DE MAIO

CHÃO MAIOR

(17:30)

DAVY KEHOE

(18:50)

DIA 5 – NOITE

SIRB “Os Penicheiros”

DÄLEK

(23:45)

STILL

(00:55)

ESPAÇO A4

OUT.FEST 2019 – NOVAS CONFIRMAÇÕES

Aí está o segundo lote de confirmações para a 16ª edição do OUT.FEST, a decorrer entre 3 e 5 de Outubro em múltiplos locais do Barreiro.

Relembramos que podem adquirir o vosso passe global ao preço de 25€ online via BOL e nos balcões das lojas FNAC, Worten, CTT e restantes parceiros da BOL em todo o país.

Confiram abaixo o que aí vem!

NOVAS CONFIRMAÇÕES

 

 

CONFIRMAÇÕES ANTERIORES

Entrevista a Violeta Azevedo

Violeta Azevedo é uma musica Lisboeta que constroi paisagens sonoras expansivas com a sua flauta processada. Tivemos o prazer de falar com ela antes da sua actuação na terceira Noite da Raposa sobre o seu trabalho a solo e a sua ligação com o seu instrumento, entre outras coisas.

Foto da Violeta Azevedo: Ana Viotti. Fotos do Formanta EMS 01 cortesia Violeta Azevedo.

Integras vários projectos musicais, incluindo Jasmim, haraem e as Savage Ohms. Podes falar-nos sobre como este teu trabalho a solo difere dos restantes projectos e nas abordagens e inspirações por detrás dele? Planeias gravar algum registo a solo no futuro próximo?

Sim, espero gravar ainda este ano. Já tenho algumas coisas gravadas, mas ainda não editei nada nem pus cá fora. Acho que por ser só eu a tocar fico muito free naquilo que quero fazer, uso bastantes pedais, mais do que nos outros projectos (embora nos outros projectos também tenha liberdade para isso), mas também é outro tipo de música. Quanto toco sozinha, isto é o que me sai naturalmente, enquanto que com outras pessoas essa interação leva a resultados diferentes.

Tens dado muitos concertos a solo, ultimamente?

Sim, dei um no Irreal, dei no Lounge, no Desterro, toquei nos anos do Salgado, há dois anos…tenho dado alguns por acaso, tem sido fixe, é bom para evoluir e experimentar coisas diferentes.

Houve algum que se destacasse para ti?

O do Irreal, até agora foi o meu preferido, foi onde eu estava mesmo mais à vontade e onde fiz aquilo que queria do inicio ao fim, sempre em controlo e com imenso gosto de estar a tocar…foi muito fixe. Eu inspiro-me sempre no espaço quando estou a tocar, faço uma peça própria para esse espaço.

Ia justamente perguntar-te isso – quando dás estes concertos a solo já vens com uma ideia do que vais fazer, ou é completamente improvisado?

É meio-meio: tenho uma composição, mas é a base – sei o que usar de efeitos para chegar ao som que quero, mas de resto o que eu toco é muito improvisado com base nisso.

O que te atrai para a flauta transversal enquanto instrumento? Tens algum “heroi” ou “heroina” da flauta de que gostes particularmente?

Hmm…gosto de alguns flautistas, mas acho que o que me inspira mais na flauta é mesmo o som e o que consigo fazer com os efeitos, e também uso a voz, que é muito parecida com a flauta de certa forma, tem uma interação similar com os pedais. Tenho uma heroina que é a Delia Derbyshire, mas ela não toca flauta…mas acho que tem a ver com o som, e as texturas. A flauta é o instrumento que eu domino mais, mais que qualquer outro instrumento, e consigo gerar texturas que me interessam quando a uso, cada vez mais.

Como é que chegaste à flauta? Foi algo que tivesses estudado na escola, ou algo do género?

A minha mãe quis que eu aprendesse um instrumento, e deu-me uma lista. Eu fechei os olhos e apontei para lá e calhou-me a flauta transversal, por isso eu comecei a aprende-la com 9 anos. Era um ensino clássico, que eu odiei, e desisti ai por volta dos 15. Só passado anos, ai aos 20, é que voltei a tocar flauta. Ai já foi a improvisar – tocar mais formalmente também gosto, mas antes nunca tinha experimentado improvisar e fazer música minha, por mim própria, não sabia o que era gostar de tocar flauta, sequer. Só depois.

Trabalhas com o Rui Antunes na Analog-Repair, que faz restauro e reparação de sintetizadores e outro material electronico. Qual foi o instrumento / material mais interessante que já vos foi parar às mãos?

Estivemos a arranjar um synth que compramos, um synth russo que era usado para filmes e que é o melhor synth que eu experimentei até hoje, é incrivel, chamado Formanta EMS 01. É um sintetizador grande, com um teclado de orgão em baixo e em cima uma parte de synth mono, com um filtro parecido com o do Polivoks mas melhor, pode fazer sons parecidos mas também faz mil outras coisas. Foi um amigo nosso que já nos tinha arranjado um Polivoks que nos perguntou se queriamos este quando o encontrou – vinha estragado, como costuma ser o caso, mas tratamos disso. Mas adoro todos os synths analógicos, cada um tem o seu interesse.

Noite da Raposa III

com:

MIMIMIC

VIOLETA AZEVEDO

MÉRI

ODETE

SIMÃO SIMÕES

NADA-NADA

Terceira edição desta noite diversificada que junta novos criadores locais e regionais nas áreas da música electrónica dançante, da síntese modular e da ambient music (e tudo o que estiver pelo meio), com seis actuações em sucessão nos dois palcos montados na sala principal da ADAO.

MIMIMIC é o alter-ego do Diogo Carneiro, a desbravar caminhos pelo psicadelismo electrónico colorido; VIOLETA AZEVEDO é um enorme talento de Lisboa a criar mundos impossíveis com uma flauta processada; MÉRI é membro integrante da barreirense Linha Amarela com o bom gosto e pausa associados a este grupo de jovens guerrilheiros suburbanos; ODETE é uma das vozes mais activas e fortes da heterogénea cena dançante nacional, em regresso ao Barreiro após actuar no OUT.FEST 2018; SIMÃO SIMÕES é figura de proa da nova geração de músicas electrónicas oblíquas no país com epicentro no colectivo e editora Rotten/Fresh; NADA-NADA é o veículo solo do multi-talentado Cláudio Fernandes (Pista, Debut, etc) a fazer música que combina com as camisas de padrões tropicais no novo milénio.

Março, Abril, Maio, Junho: OUT.RA Música no Barreiro

Março terá o regresso do enorme JOÃO PAIS FILIPE, o percussionista portuense que encantou – e de que maneira! – no último OUT.FEST. Será numa noite partilhada com a Gasoline – Associação Cultural e Desportiva, a acontecer no seu espaço (o antigo El Matador / Espaço B), com a presença também do duo BALEIA BALEIA BALEIA.

Em Abril, recebemos quatro músicos nacionais ligados à importantíssima editora CREATIVE SOURCES, bastião internacional da música improvisada, que nos oferecerão três concertos de geometria variável na Biblioteca Municipal.

Maio traz à ADAO a 3ª NOITE DA RAPOSA, evento especial que junta novos talentos da música electrónica mais ou menos dançante e desviante do Barreiro e Lisboa. Confirmados estão NADA-NADA, MIMIMIC, ODETE (também de regresso após actuar no OUT.FEST 2018), MÉRI, SIMÃO SIMÕES e VIOLETA AZEVEDO.

Finalmente, em Junho, voltamos ao espaço da Gasoline para apresentar os poderosos polacos LONKER SEE, quarteto fantástico das pastagens psicadélicas do rock com a primeira parte a cargo do duo local LUNNAR LHAMAS.

Sigam os links para os eventos para saber mais, e reservem o vosso bilhete para os espectáculos de entrada paga através do mail habitual, info@outra.pt

Até já!